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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

massa de feijão verde com gengibre e óleo de gergelim [harussame, o miojo de gente grande, e de quem não pode comer glúten!]


miojo de gente grande, o harussame também salva quem não pode consumir glúten!


Adoro canja de galinha; não tenho a menor dúvida que prepararia essa sopa toda vez que tivesse caldo de frango em casa, mas o Ebraim acha que colocar arroz no caldo é coisa do diabo, então acabo usando o caldo com massas recheadas, com panquecas enroladas e cortadas em tirinhas (como os mexicanos fazem com tortillas), como base para outras sopas ou para cozinhar grãos. Não entendo como alguém pode desprezar algo com tanto sabor! E para quem diz que não usa porque é muito gorduroso, compre o peito com osso e sem pele, depois cozinhe-o em uma panela grande, com água e os mesmos temperos que você colocaria em um caldo de legumes (cebola, alho, cenoura, salsão e ervas frescas, por exemplo). Depois de pronto, retire o frango e coe o caldo para um pote de vidro; a pouca gordura que ali existe se solidifica e fica sobre o caldo, então, se fizer questão, é só retirá-la - mas ressalto que isso não é necessário; a lâmina que se forma voltará a ficar fluida quando o caldo for aquecido, e trará muito sabor!

E quando não faço sopa, não tenho massa recheada, não preciso cozinhar grãos ou (e principalmente!), quando estou sem tempo, sem vontade de cozinhar e sem paciência de lavar louça, faço um miojo de gente grande; ridiculamente fácil e absurdamente reconfortante. 

A massa de feijão verde cozinha muito rápido, então apenas coloco-a no prato onde será servida e a cubro com o caldo bem quente. Para temperar, gotas de gengibre espremido e óleo de gergelim torrado. Apenas isso, simples e perfeito, não coloco mais nada. Quem quiser um algo a mais, esse miojo vai bem com um toque de shoyu, com gergelim torrado e moído (tem um moedor baratinho na Liberdade!), com lascas de bonito desidratado (procure por hana katsuo, um tipo de katsuobushi) ou com um tempero japonês apimentado da S&B, usado para dar sabor a caldos e sopas (nanami togarashi (shichimi), feito com chili, raspinhas de laranja, gergelim, pimenta japonesa, gengibre e alga)

Óleo de gergelim torrado é um ingrediente maravilhoso, vale a pena investir um pouco mais e comprar um japonês, que nada tem a ver com esses vendidos em potinhos de plástico. NADA A VER! E ainda faz uma pipoca...

terça-feira, 1 de julho de 2014

Sopa de tomate [para tomar fria ou quente]


Não me lembro exatamente quando isso começou, mas tomando pelas prateleiras dos supermercados, todos nós aderimos à praticidade das latas de tomate pelado. Além daquele molho rápido, dá para fazer essa sopa, que é gostosa bem quente ou à temperatura ambiente, ótima com um simples queijo quente no pão sírio, ou um sanduíche de mussarela de búfala e folhas de manjericão, feito em um pão de azeitonas pretas, com um bello fio de azeite...

terça-feira, 24 de junho de 2014

Sopa de couve-flor, leve e cremosa, com pãezinhos de abóbora e berinjela na chapa


Leva pouquíssimos ingredientes, fica pronta em uma hora, é fácil de ser preparada, só suja uma panela, não precisar ter caldo pronto ou picar um monte de coisas, e ainda assim é especial. Quem comeu não se conformou que não tinha nada além de couve-flor, cebola e água, porque a textura é inacreditável! 

Para acompanhar, pãezinhos de abóbora e berinjelas na chapa.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Sopa de ares mexicanos, para ser devorada com pimenta, bastante coentro e pãezinhos de milho


A receita de sopa mexicana de frango pedia tomates assados e era servida com um macarrão fininho. Não iria me aventurar a assar tomates, mas me rendi à picância, às folhas de coentro, ao saboroso caldo com a suave refrescância o limão, e resolvi adaptar. Também achei que toda essa inspiração mexicana pedia algo mais do que macarrão cabelinho de anjo, pedia algo com milho! Tortillas fatiadas não seriam má ideia, mas a vontade infinita de limpar o prato com um naco de pão foi maior.

Com todos os ingredientes à mão, acordei cedo e comecei a fazer o pão. Entre as fermentações fiz o caldo, depois a sopa, e no começo da tarde nossa casa era um perfume só; vale a pena se programar para fazer tudo junto! Mas, se você não for tão insano a este ponto, ou não conseguir esperar até o fim de semana, pode adaptar... À noite, faça o caldo e desfie o frango; no dia seguinte, quando voltar para casa, compre um pão de milho na sua padaria predileta, e a sopa não lavará mais de uma hora para ficar pronta. Dê o seu jeito, mas prepare-a, porque foi irresistível até a última pratada!

terça-feira, 10 de junho de 2014

Sopa de abóbora (com uma textura incrível) e torradinhas de alho feitas na chapa de ferro


Na maioria das vezes que faço sopa de abóbora, ela começa no forno. Quando quero apenas o purê, corto-a ao meio e levo-a ao forno até que fique macia, então retiro sua polpa com uma colher. Esse purê pode ser adicionado a outras coisinhas previamente refogadas, e tudo vai para o liquidificador com um caldo. Mandioca cozida é uma maravilha, sempre deixa a sopa com um corpo perfeito! 

Mas a minha tentação é assar cubinhos de abóboras variadas com tomate, pimentão vermelho, cebola branca e roxa, salsão e cenoura, tudo numa grande assadeira, temperado com ervas frescas, sal e azeite, levado ao forno até que fique com um aspecto suculento; corpos dourados com as pontinhas pretas. Então basta bater no liquidificador com um bom caldo caseiro, passar para uma panela e levar ao fogo até alcançar a textura e o sabor desejados. Estes mesmos ingredientes dão um ótimo molho para massas, seja com mais tomate, mais pimentão, ou mais abóbora; basta deixar a sopa na panela até que engrosse bem, no fogo mínimo, mexendo sempre. Se for fazer esse molho assado, acrescente uma pitada de açúcar demerara e um fio de balsâmico ao tempero!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Lamen Kazu para aquecer até a alma: movimentado, generoso e fumegante, com uma pimenta caseira que vale a pena!

pimenta da casa* e Kara Misso, à base de misso apimentado
meu predileto, Lamen Shoyu

Casa pequena, aconchegante,  arrumadinha, com poucos lugares e super movimentada; não para de entrar e sair gente, e todos (sim, todos!) os funcionários cumprimentam quem entra e se despedem de quem sai. O atendimento, definitivamente, é um diferencial, principalmente quando comparado a outros ótimos restaurantes do bairro.

Depois da tentativa frustrada de ir a um japonês na Rua da Glória,  o Sushi Issao (em um prédio, n.º111), senti que acabariamos voltando para casa; chovia, fazia frio, já passava das dez e todas as mesas do Lamen Kazu estavam ocupadas... Mas um casal se levantou do balcão, deixando vagas as melhores cadeiras da casa, de onde se pode acompanhar todo movimento na cozinha, e bem ao lado do Godzilla!

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Pão integral de sopa de cebola (e sopa de cebola!)

 

O frio ameaça chegar e eu já começo a fazer sopa atrás de sopa. Aproveitei um maço de sálvia e preparei duas que adoramos: uma de abóbora, outra de cebola. Cebola, pura cebola; uma sopa consistente, mas leve, perfeita para comer com a família enquanto jogam conversa fora. Para acompanhar, nada mais do que um bom vinho, um naco de queijo curado e um pão de fermentação natural, de casca grossa,  comprado naquela padaria italiana ao lado da academia...

Congelei um pouco da sopa para fazer esse pão, imaginando os pedacinhos de cebola caramelizando ao forno e o aroma se espalhando pela casa, e o resultado foi incrível! O engraçado é que, ao contrário do que imaginei, este pão mostra todo o seu potencial quando está ao natural, ou levemente aquecido; não que a torrada feita com suas fatias e um fio de azeite não tenha ficado uma delícia, mas o gosto da cebola não fica tão presente.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Dukkah: delicioso, versátil, viciante!


Depois de ouvir a Nina Horta falar sobre o dukkah, fiquei fissurada. Trata-se de um condimento de origem egípcia, a base de castanhas, sementes e temperos moídos. Chuchar o pão no azeite e salpicar essa farofinha sobre ele parece ser a primeira opção de todos, mas o dukkah também fica ótimo sobre abóboras assadas, ovos cozidos, sopas, panquequinhas de legumes e legumes crus ou cozidos. Ainda quero me aventurar na massa de um perfumado pão, em um frango empanado, e até numa salada de melancia.

Achei interessante as combinações testadas nesse site, principalmente a de castanha de castanha caju, sementes de erva doce, gergelim e pimenta. A ideia de fazer alguns tipos e servir para os amigos com pães variados e azeite, ao estilo de um fondue, deixou meus olhinhos brilhando...

Um dukkah muito especial é o de coco e castanha do Pará; ele é perfeito para empanar postas de cação - ou outro filé de peixe! Deixei o peixe marinando no limão com sal, e na hora de preparar sequei as postas no papel toalha, passei cada uma em uma mistura de ovo (temperado com sal, azeite e alho espremido), retirei o excesso e pressionei cada uma sobre o dukkah. Coloquei as postas, lado a lado, em uma assadeira com antiaderente, untada com um fio de azeite; cobri com papel alumínio, levei ao forno alto por meia hora, e retirei o alumínio para dourar, por mais meia hora. Também já salpiquei essa maravilha sobre floretes de couve flor assados, um belo ovo pochê, uma salada com grão de bico crocante... Vou marcando tudo na #dukkahdecoco !

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

SOPA NA CANECA: beterraba assada e dedo-de-moça


Seguindo a série sopa na caneca, esta de beterraba e pimenta, além de ser preparada em alguns minutos e de se descongelar maravilhosamente bem, pode ser servida quente ou fria; perfeita para esse clima que não se decide! 

Não há forma melhor e mais prática de preparar beterrabas do que assando-as, pois ficam macias, úmidas, ligeiramente carameladas e formam um caldinho saborosíssimo. Li essa preparação em um dos livros do Jamie Oliver e desde então faço sempre assim; basta limpar bem a beterraba para retirar qualquer resquício de terra, cortá-la em quatro, se for muito grande, e colocá-la em uma folha de papel alumínio com um fio de azeite de oliva e outro de balsâmico. Feche o alumínio bem fechado e leve-o ao forno médio, pré aquecido, até que  elas fiquem na textura desejada, o que pode ser verificado ao espetá-las com uma faquinha, ainda dentro do forno. 

Nos últimos messes, assim que recebo a minha cesta, asso-as dessa forma e armazeno-as em um vidro, na geladeira, para serem consumidas durante a semana, com queijo de cabra, coalhada seca...

Quanto ao preparo da sopa, basta bater no liquidificador as beterrabas assadas, o caldo de legumes - ou mesmo água, se não tiver caldo caseiro -, e uma pimenta dedo de moça. Não tenho uma medida certa, apenas adiciono o caldo até adquirir a consistência desejada; não tem erro!

No dia da foto ela foi servida quente - sim, pois estamos em dezembro e está frio! - acompanhada de azeite e uma colher de coalhada seca.

 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sopa com bifun e flores de cebolinha E dica para quem quer uma horta caseira


Todas as lindas e deliciosas ervas que compõe a minha horta, como manjericão, salsinha, coentro, tomilho, orégano, sálvia, hortelã, alecrim, erva doce e cebolinha, a qual nos brindou com essas lindas, perenes e saborosas flores, foram compradas no Viveiro Sabor de Fazenda, que vendem inúmeras mudinhas orgânicas, inclusive de cat nip, mais conhecida como "maconha de gato", bastante apreciada pelas felinas da casa da minha mãe! Para quem tem interesse, mas não sabe muito bem por onde começar ou manter uma horta, vale ir à palestra do dia 28 de novembro (esse domingo), às 12:00h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. A minha chará, Sabrina Jeha e sua irmã, Sílvia, falarão exatamente sobre esse tema, “Horta Urbana: Cultivo de Ervas e Temperos em Pequenos Espaços”, abordando desde o início do plantil aos cuidados necessários. Manter uma horta não é complicado, mas exige certa dedicação e algum conhecimento, tanto na hora de plantar, combinando as plantas certas no mesmo canteiro, como na manutenção, que compreende adubação, irrigação, combate de pragas e poda.



Quanto à "sopa", não há uma receita propriamente dita, apenas pesquei o que tinha na geladeira (cogumelos paris frescos, cenoura, brócolis e repolho roxo) e refoguei junto com cebola e alho em um pouquinho de óleo de gergelim torrado; um punhado de bifun e caldo de legumes suficiente para cobri-lo. Esse macarrão de arroz cozinha muito rapidamente, então basta temperá-lo com sal, bonito ralado e desidratado*, algumas gotinhas de tabasco, cebolinhas francesas picadinhas e suas flores.


* comprei o bonito em uma das lojas da Liberdade, na Rua Galvão Bueno; recentemente começaram a vender um pacote com 5 embalagens de 3g; pode até parecer desperdício, por ser mais caro e muita embalagem, mas sempre que eu comprava o saco grande acabava jogando grande parte fora,  pois depois de aberto estraga com maior rapidez.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

SOPA NA CANECA: Yellow Submarine

 
 

Uso o meu congelador para estocar molho de tomate, ervilha, pão libanês, cascas de frutas para fazer compotas e geléias, manteiga, queijo e pães de forma; entretanto, quando fui viajar para a Itália, deixei também várias tortas e sopas congeladas, e o Ebraim, que é súper exigente, adorou. Preparei tudo de forma individual; pães de forma fatiados, tortas assadas em ramequins e sopas na caneca. Bastava que ele pré-aquecesse o forno e  descongelasse tudo de forma prática, sem sujar nenhuma louça a mais - o que para ele era de suma importância! A única preocupação que tive foi de não temperar as sopas, para que isso fosse feito na hora em que fosse servida, assim como adicionar queijos e ervas frescas. Para os adeptos do microondas, creio que este também possa ser usado para descongelá-las, mas não sei se o sabor fica comprometido, porque não tenho essa geringonça...

E não é que nós gostamos da idéia; hoje eu mantenho algumas canecas de sopa no congelador para aqueles dias de preguiça. Por esse motivo vou iniciar a série SOPA NA CANECA; a da foto é a de ervilha, normalmente devorada com cubinhos de queijo branco passados na chapa, ganhou essa versão "submarino amarelo"; assim que retirar a caneca do forno, tempere-a com pimenta do reino moída na hora e mergulhe um palitinho de mussarela antes de servi-la.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Tortellini Neri in Brodo di Pesce


Comprei um saquinho de tinta de lula e surtei... Você coloca um nadinha e, de repente, sua massa está assim, preta e brilhante!!!

 



A receita da massa está aqui; o caldo de peixe é feito à partir de um de legumes - sobre o qual já falei um pouco aqui -, adicionando-se um pedaço de peixe e um toque de molho de tomates.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sopa de feijão, folhas de cenoura e gouda defumado


Como tenho tido ótimos resultados na preparação de sopas não ouso dizer que esta foi a melhor que eu já fiz, mas talvez realmente seja... O queijo gouda defumado aliado ao feijão preto produz um sabor maravilhoso que nos remete à feijoada,  e algumas gotinhas de tabasco potencializam o sabor!

As folhas de cenoura são muito saborosas, você só precisa saber que seus talos são bastante fibrosos, portanto, se for fazer a sopa de hoje, a sopa psy ou mesmo um simples refogado - de sabor semelhante ao da couve -, descarte os talos mais grossos e use-os na preparação de um caldo de legumes.  



Sopa de feijão, folhas de cenoura e gouda defumado
Rendimento: 2,5l

- 3 batatas pequenas em cubinhos;
- 1 maço de folhas de cenoura - use só as folhas e os talos mais delicados; os talos podem ir para o caldo;
- 2 dentes de alho filetados;
- 1.500 ml de caldo de legumes*;
- 1 xícara de feijão preto cozido à parte, bem al dente, e com o seu caldo;
- azeite;
- 1 colher (chá) de sal;

Para servir
- um fio de azeite;
- tomilho fresco;
- cubinhos de queijo gouda defumado - pode substituir por outro defumado, mas tente encontrar este;
- molho de pimenta - usei tabasco

1. Prepare o caldo de legumes* em uma panela e, concomitantemente, cozinhe o feijão preto em outra. Para cozinhar o feijão, coloque-o na panela e cubra-o com água; assim que levantar fervura abaixe o fogo e deixe cozinhar apenas até ficar al dente. Da mesma forma é o preparo do caldo; junte todos os ingrediente, deixe levantar fervura, cubra a panela, abaixe o fogo e cozinhe-o por 30 minutos.

2. Junte as folhas de cenoura entre as mãos formando uma bola e corte-as algumas vezes. Aqueça um fio de azeite em uma panela grande, de fundo grosso, e refogue ligeiramente o alho filetado, tomando cuidado para ele não queimar; adicione as folhas de cenoura e refogue-as até murcharem. Adicione as batatas, o caldo do feijão - sem os grãos - e metade do caldo de legumes - adiciono também a cebola que usei no caldo. Deixe levantar fervura, abaixe o fogo e cozinhe a sopa com a panela tampada por aproximadamente 30 minutos, para que as folhas fiquem bem macias e as batatas se desmanchem.

4. Após, junte os grãos de feijão à sopa apenas para que esquentem; notem que eu disse para cozinhá-los até ficarem al dente pois nesse momento eles podem terminar de cozinhar, se assim desejar, ou podem ser comidos mais durinhos, como preferimos aqui em casa. Adicione o sal e prove.

5. Sirva a sopa acompanhada de cubinhos de queijo gouda defumado, folhinhas de tomilho fresco, um fio de azeite e gotas de tabasco; um bom vinho, boa companhia e nada mais...


* você não precisa usar legumes inteiros para preparar seus caldos; pontinhas de cenoura e de abobrinha, cascas (de preferência orgânicas), hastes de cogumelos que não forem usadas, caules sem as folhas, ervas frescas, uma cebola e um dente de alho produzirão um ótimo caldo! Todos eles podem ser armazenados na geladeira durante a semana, em um recipiente fechado com algumas folhas de papel toalha para absorver a humidade, até que você prepare o caldo. A única coisa que não pode ser armazenada  com os demais
é folhagem em geral, pois retém água e fica com aspecto de alga.

Para o caldo usado nessa receita aproveitei os talinhos de cenoura e abobrinha que estavam guardados na geladeira, cortei a parte verde-escura dos pequeninos alhos-poró que vieram na cesta orgânica,  uma cebola - que depois pulou para a sopa -, um dente de alho, uma pimenta dedo de moça e algumas ervas da minha hortinha.  

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sopa romântica...




Com os coraçõezinhos feitos à partir do restante dessa massa apimentada fiz uma sopa "romântica"...


Sopa romântica...

rendimento: 2 porções


- caldo de legumes;

- 2 batatas médias em cubinhos;

- 1 cebola em cubinhos;

- 2 cenouras pequenas em cubinhos;

- 1 pimenta dedo-de-moça em cubinhos;

- manteiga;

- 1 punhado generoso de folhas de rabanete cortadas finamente;

- tomilho fresco e azeite.


Refogue a cebola na manteiga até ficar translúcida; acrescente as batatas, as cenouras e a pimenta, refogue por alguns instantes, mexendo, e adicione o caldo. Assim que as batatas estiverem macias, adicione as folhas cortadas, espere alguns minutos para que cozinhem e, por fim, adicione a massa fresca por alguns minutos, até que fique al dente. Sirva imediatamente, com um fio de azeite e tomilho fresco, acompanhada de uma boa taça de vinho, é claro!


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Tortellini all'Arrabbiata in Brodo


Nunca deixo de me surpreender com esse prato riquíssimo em sabores e de preparo tão simples. É claro que as preparações simples podem ser uma faca de dois gumes; da mesma forma que podem ficar incrivelmente magníficas também podem se assemelhar à comida de supermercado, por isso invista em bons ingredientes, o que não significa gastar mais dinheiro...

Até porque, minha felicidade maior é colocar os talinhos de legumes e algumas ervas frescas na panela, cozinhar o meu caldo, preparar a minha massa, usar o orégano fresco, recém saído da minha hortinha, e dividir essa delícia com o meu marido, do qual estava morrendo de saudades... Isso me faz muito, muito feliz!

Trocando em miúdos e simplificando todo esse blá, blá, blá, para preparar esse prato basta cozinhar a massa fresca (recheada) em um belo caldo de legumes e servi-lo com um fio de azeite e ervas frescas. Para variar um pouquinho, acrescentei à massa o purê obtido após queimar 2 pimentas dedo de moça e remover-lhes a pele e as sementes, o que lhe conferiu um tom rosado e uma picância pontual. Usei a massa de sempre, na proporção de 100g de farinha de trigo para 1 ovo.

Com relação ao rendimento, montei 17 tortellini, suficientes para dois pratos como o da foto, e cortei o restante da massa em formato de coração, para usar no dia seguinte, em outra sopa...



segunda-feira, 7 de junho de 2010

Sopa de tomates e pimentão



Furtei essa receita de sopa de tomates do blog da Fer, o Chucrute com Salsicha, mas você pode fazer uma versão mais leve, retirando a pimenta e o açafrão e incluindo creme de leite, suco de limão e manjericão fresco, como nessa receita. Ela é maravilhosa, e foi tudo o que precisávamos nesse frrrrrrrrio...


Sopa de tomate e pimentão

Adaptado daqui


- tomates frescos ou em lata;

- 1 pimentão vermelho pequeno assado, sem pele e sementes* – A Fer indicou usar piquillos ou pimenta peppadew;

- 2 dentes de alho;

- ½ cebola roxa;

- uma pimenta dedo de moça;

- páprica;

- azeite e

- sal.


Bata os tomates, os pimentões, a dedo de moça, o alho e a cebola no liquidificador com um pouco de água e leve ao fogo com a páprica até que tomate esteja cozido e o sabor, apurado. Se quiser, passe a sopa por um peneira antes de levá-la ao fogo. Por fim, adicione azeite, verifique o sal e sirva acompanhado de ervas e pão; comemos com pão, manjericão e rodelas de berinjela assadas com azeite, alho e orégano. Hum..


* queimei a pele do pimentão em uma das bocas do fogão para acrescentar um sabor defumado, mas isso também pode ser feito no forno ou em uma churrasqueira.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sopa psy de folhas de cenoura



Essa sopa ficou forte, com um gosto ímpar, que lembrava alcachofra; por isso não indico para paladares mais infantis...


O pão foi feito com farinha de trigo sarraceno, receita da querida Marina; a única modificação foi que misturei azeitonas e alecrim na massa toda, não fiz camadas. A receita rendeu dois pães de forma (11x22,5cm). Essa farinha pode ser encontrada na Santa Luzia ou na Zona Cerealista.


Dêem uma olhadinha nos maravilhosos macarons que a Marina faz...




Sopa psy de folhas de cenoura

(da minha cachola)

Rendimento: 4 porções


Refogado

- 1 maço de folhas de cenoura;

- 2 dentes de alho filetados.

- azeite.


Caldo

- 1 batata;

- 2 inhames;

- 1 cebola;

- 1 dente de alho e

- caldo de legumes.


Finalização

- azeite;

- creme de leite fresco aquecido, aproximadamente 6 colheres (sopa) [cuidado para não talhar!];

- pimenta do reino moída na hora;

- sal e

- 4 alcachofrinhas em conserva.


Ferva o caldo de legumes e adicione a batata, os inhames, a cebola e o alho, todos cortados, até que cozinhem. Em apartado, refogue o alho em um pouco de azeite, tomando cuidado para não queimá-lo, e adicione as folhas de cenoura cortadas. Depois que estas tiverem murchado, adicione-as ao caldo de legumes e deixe cozinhar lentamente, por aproximadamente uma hora e meia, para que o caule fibroso fique mais macio. Bata a sopa no liquidificador e passe-a pela peneira, descartando as fibras grandes que ficarem na peneira. Volte a sopa para a panela e cozinhe até a consistência desejada. Verifique o sal e sirva com azeite, creme de leite fresco, pimenta do reino e fundos de alcachofra em conserva.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sopa de ervilha com queijo minas e ervas frescas



A primeira vez que tomei essa sopa foi na casa da vovó Iva, avó da minha prima irmã, amiga... A lista é longa, pois ela é tudo e mais um pouco!

Quanto à sopa, tradicionalmente é feita com ervilhas verdes secas refogadas em bacon e cozidas em caldo de legumes; eu pulei a parte do bacon, cozinhei as ervilhas e bati tudo no liquidificador. Temperei com azeite, flor de sal e ervas frescas (funcho, sálvia e orégano) e servi acompanhado de queijo minas fresco selado na frigideira.


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