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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

massa de feijão verde com gengibre e óleo de gergelim [harussame, o miojo de gente grande, e de quem não pode comer glúten!]


miojo de gente grande, o harussame também salva quem não pode consumir glúten!


Adoro canja de galinha; não tenho a menor dúvida que prepararia essa sopa toda vez que tivesse caldo de frango em casa, mas o Ebraim acha que colocar arroz no caldo é coisa do diabo, então acabo usando o caldo com massas recheadas, com panquecas enroladas e cortadas em tirinhas (como os mexicanos fazem com tortillas), como base para outras sopas ou para cozinhar grãos. Não entendo como alguém pode desprezar algo com tanto sabor! E para quem diz que não usa porque é muito gorduroso, compre o peito com osso e sem pele, depois cozinhe-o em uma panela grande, com água e os mesmos temperos que você colocaria em um caldo de legumes (cebola, alho, cenoura, salsão e ervas frescas, por exemplo). Depois de pronto, retire o frango e coe o caldo para um pote de vidro; a pouca gordura que ali existe se solidifica e fica sobre o caldo, então, se fizer questão, é só retirá-la - mas ressalto que isso não é necessário; a lâmina que se forma voltará a ficar fluida quando o caldo for aquecido, e trará muito sabor!

E quando não faço sopa, não tenho massa recheada, não preciso cozinhar grãos ou (e principalmente!), quando estou sem tempo, sem vontade de cozinhar e sem paciência de lavar louça, faço um miojo de gente grande; ridiculamente fácil e absurdamente reconfortante. 

A massa de feijão verde cozinha muito rápido, então apenas coloco-a no prato onde será servida e a cubro com o caldo bem quente. Para temperar, gotas de gengibre espremido e óleo de gergelim torrado. Apenas isso, simples e perfeito, não coloco mais nada. Quem quiser um algo a mais, esse miojo vai bem com um toque de shoyu, com gergelim torrado e moído (tem um moedor baratinho na Liberdade!), com lascas de bonito desidratado (procure por hana katsuo, um tipo de katsuobushi) ou com um tempero japonês apimentado da S&B, usado para dar sabor a caldos e sopas (nanami togarashi (shichimi), feito com chili, raspinhas de laranja, gergelim, pimenta japonesa, gengibre e alga)

Óleo de gergelim torrado é um ingrediente maravilhoso, vale a pena investir um pouco mais e comprar um japonês, que nada tem a ver com esses vendidos em potinhos de plástico. NADA A VER! E ainda faz uma pipoca...

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Bolo de agrião com cobertura de chocolate: em busca do bolo verde perfeito!

 

Meses atrás, cismei que tinha de fazer um bolo verde, mas nenhuma receita que vi me pareceu certeira. Apesar de todas levarem praticamente os mesmos ingredientes, as quantidades eram muito diferentes, e os testes não foram poucos... Agora vocês entendem o rocambole de talos? A sorte é que o bandido se mostrou promissor desde a primeira vez, e a calda de chocolate com cara de desenho animado, foi um caso à parte!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Rocambole de agrião com recheio de grão de bico [coberto com molho tahine]


Adoro usar talos de coentro e salsinha para preparar bolinhos, porque eles sempre estão lá quando as folhas já se foram, e além do sabor, acrescentam textura à massa. Para esse rocambole, processei talos de agrião, então ainda ganhei uma massa verde, para contrastar com o colorido do recheio.

Uma alternativa de recheio seria salada de tomate e queijo de cabra, temperados com azeite, sal e folhas de manjericão. Também poderia fazer uma versão quente, se tivesse ralado um queijo meia cura  sobre a massa já assada; depois bastaria voltar a assadeira ao forno por um minuto, para que ele derretesse, então enrolar o rocambole e voltá-lo ao forno, só para que aquecesse antes de ir para a mesa! O céu é o limite, o negócio é aproveitar o que tem na geladeira!

Para o molho, usei tomates maduros frescos, ralados e temperados com alho espremido, sal, orégano e azeite; apenas deixe-o sobre uma peneira por alguns minutos, para que o excesso de água escorra. E não jogue fora esse "suco" que escorrer; fica lindo como aperitivo, servido em copinhos de cachaça!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Vinagrete de miolos de tomate, para nunca mais jogá-los fora, e bolinhos de batata


Minha mãe me deu um processador pequenininho, no fim do ano passado, e ele não saiu mais de cima da bancada. Tenho testado "pesto" com diversas folhas e castanhas, feito purezinhos do legume assado que sobrou do jantar, ou mesmo uma porçãozinha de homus de última hora, só porque tenho um pouco de grão de bico à mão. Realmente, esse aparelhinho é convidativo a pequenas preparações, e desde que o ganhei, todos os miolos de tomate tem virado molhinhos para a salada, como este da foto. 

Sim, miolinhos de tomate, aqueles que vão direto para o lixo quando queremos a carne, mas não a umidade e as suas sementes. Odeio jogar comida fora, mas só tive ideia de guardá-los quando comecei a comprar orgânicos, anos atrás, e o preço era absurdamente alto. Hoje, na loucura inflacionária que vivemos, orgânico ou não, ele está caro, então acho que essa dica vem a calhar! Coloco-os em um pote de vidro e amasso-os ligeiramente, com um socador, para otimizar o espaço. Guardo esse pote no freezer e vou preenchendo-o conforme os miolos aparecem.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Salada de quinoa e folhas de cenoura


Salada rápida e deliciosa; basta misturar quinoa cozida, tomate, cebola, azeitona preta e folhas de cenoura, temperar tudo com sal, azeite e pimenta fresca. Finalizei com um fio de azeite siciliano e mais cubinhos de pimenta fresca.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Torta de grana padano com bacalhau e raízes de alho poró


Além de lindas as raízes ficaram deliciosas, principalmente se acompanhadas de uma bela maionese caseira...




Absolutamente instigante a  reportagem publicada no Paladar da semana passada sobre o melhor restaurante do Mundo, o dinamarquês Noma, que trabalha apenas com ingredientes locais frescos. O "apenas" não foi um forma hiperbólica de descrevê-lo; o chef René Redzepi se valhe de tudo o que está ao seu redor, em cada época do ano, como é o caso das microbatatinhas com notas de avelã, oriundas de batatas não colhidas que "morrem" na terra e proporcionam o seu nascimento. Outro prato do menu é o alho poró servido inteiro, com as raízes fritas assemelhando-se a uma flor, para que o comensal deguste e sinta a diferença de sabor e textura entre estas e o bulbo.

Ok, "microbatatinhas" raras estão fora do meu alcance -por enquanto!-, mas imaginem a minha cara de cachorro ao abrir a geladeira e descobrir que o meu alho poró não tinha raízes... Toca mandar  um e-mail para o Felipe e pedir esclarecimentos sobre a ausência das mesmas -santo Felipe, a propósito!-, o qual, prontamente, entrou em contato com o produtor e providenciou-as completas para a próxima semana.

Alguns dias depois, munida do alho poró completo, pensei que seria uma ótima oportunidade pra aproveitá-lo como um todo, das raízes às folhas, e foi o que fiz. Aqui, entretanto, cabe um adendo; o alho poró que usei era orgânico, pequeno e delicado, motivo pelo qual me senti totalmente à vontade para fatiá-lo de cabo a rabo. Os maiores também podem ser consumidos como um todo, mas possuem um sabor mais pujante, forte, que pode substituir uma verdura no prato, rechear um pão, ou aromatizar um caldo,  mas muito presente para acompanhar um peixe, como no caso dessa receita.

 

Torta de grana padano com bacalhau e flor de alho poró
rendimento: 2 porções


massa de grana padano (do TK)*

- 1 xícara (140g) de farinha de trigo;
- 100g de manteiga sem sal, gelada e cortada em cubos; e
- 1/3  xícara (34g) de queijo grana padano ou parmesão,  ralado

cobertura de bacalhau e alho poró

- 2 filés de bacalhau, já dessalgados;
- 2 alhos poró pequenos;
- pimenta dedo de moça, em cubinhos;
- azeite e sal; 
- massa bem fluida feita com 1 ovo batido, um pouquinho de leite, sal e farinha; e
- óleo suficiente para fritar as raízes.

1. Prepare a massa conforme indicado pela Patrícia e cubra duas forminhas redondas de fundo removível, de 11x3 cm - sobrará um pouco de massa, que pode ser guardada na geladeira, ou usada para forrar uma terceira forminha.

2. Para o recheio de bacalhau, apenas refogue os filés em um pouquinho de azeite e desfie-os.

3. Corte o alho poró em rodelas finas, reservando as raízes. Refogue-o em um pouquinho de azeite e tempere-o com a pimenta. 

4. Monte a torta colocando o bacalhau e o alho poró sobre a massa; leve-as ao forno baixo, apenas para que se mantenham quentes.

5. Frite as raízes de alho poró, após passá-las na massa. Como são bastante fibrosas, tem de estar bem fritas; tome cuidado apenas pra não queimá-las. Deixe-as secaram sobre um papel toalha.

6. Acomode as raízes fritas sobre cada torta e sirva-as.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Delicioso suco de casca de manga

Mulher bonita não paga, mas também não leva... Na compra de uma manga orgânica, leve um delicioso suco de manga, totalmente de graça!!!  Quem vai querer...

 

Em um desses finais de tarde quentes, em que tudo o que seu corpo pede é algo gelado e refrescante, eu saciava a minha fome com uma deliciosa manga orgânica, doce e saborosa... De repente, senti uma tristesa estranha ao olhar para aquelas cascas vermelhas repousando sobre o prato, e percebi, que aquele sininho estava tocando dentro de mim, que não poderia apenas pular para outro trapésio, olhar para os dois lados e jogá-las no lixo...

Já vi algumas receitas de bolos de cascas, mas com um panettone caseiro enorme repousando sobre a bancada me vi proibida de assar qualquer coisa doce... Pelo amor de deus, salgada nem pensar; na verdade, assar era um verbo proibido naquele momento! Quem mora em apartamento pequeno sabe do que eu estou falando; é  acender o forno e curtir a sauna seca... Ahrf!

Então, o que fazer?!? Ah, está calor, vou bater um suco! [...] Nossa, que surpresa; a casca da manga tem  exatamente o seu sabor e produz um suco denso e forte. Imediatamente senti uma tristesinha por todas as cascas desperdiçadas e me lembrei da alegação de que orgânico é um produto para a elite, que há a fome no mundo... Quanto mais eu estudo percebo que é exatamente o contrário! Mas essa história fica para outro post; aliás, ainda estou devendo o terceiro -e melhor!- dia das palestras sobre orgânicos.

Para preparar o suco, basta batê-las no liquidificador com água, gelo e açúcar, se necessário -eu não achei!-; ele fica bastante denso e rende horrores. Se não gostar da sensação das fibras na boca, coe-o antes de beber. As cascas podem ser congeladas.

As flores sobre o suco são da minha erva doce...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Fiori di Zucca: salada quente e omelete para comemorar um presente tão especial!



Como já contei para vocês, depois de tanto resmungar por não encontrar flores de abobrinha no mercado, justamente na semana do meu aniversário recebi esse lindo e inusitado presente do pessoal do Sementes de Paz; esses meus fornecedores são muito especiais! ;)

Desesperadamente louca e totalmente atrasada, mandei tudo às favas e fui preparar uma omelete com o meu bouquet; afinal de contas, não poderia deixá-lo apático na cozinha, esperando que eu voltasse quase dez horas depois... Apenas refoguei alguns talinhos de espinafre na minha linda frigideira de cerâmica, adicionei  dois ovos ligeiramente batidos, mexi por alguns segundos, adicionei queijo, um toque de sal, as flores e pronto. Para quem tem dúvidas de como fazer uma bela omelete, veja esse vídeo do Oliver; é esclarecedor!

 
 
 

Algo muito importante com relação às flores é a limpeza; você deve retirar o pistilo interno, que é amargo, e qualquer parte espinhosa externa, passá-la rápida e delicadamente pela água e secá-la com papel toalha. As brasileiras não são como as italianas, maiores e mais resistentes, que podem ser recheadas e fritas; por algum motivo que já estou sondando com o pessoal do mitier, as nossas são pequenas e delicadas, mas tem o seu charme e aplacam um pouquinho a saudades da bota... Na manhã seguinte presenteei a minha querida professora de italiano, Letizia, que abriu um enorme sorriso ao olhar para a flor...

Ainda no mesmo dia preparei uma salada, rápida e absolutamente deliciosa; hoje agradeço muito por ter contornado a preguiça e preparado as flores ainda no dia em que chegaram, pois no dia seguinte, tanto fora como dentro da geladeira, com e sem água, elas se deterioraram sumariamente...
 
Para falar que nunca vi ninguém vendendo essas benditas flores, recentemente vi uma bandeija na Santa Luzia, mas é claro que não eram orgânicas como as minhas... Pô, comer flor com agrotóxico é demais para qualquer um, creio eu... :P

Salada de vagem com flor de abobrinha e queijo branco
inspirada nessa receita
rendimento: 1 porção

- 1 punhado de vagens - pontinhas com cabo já cortadas;
- 1/2 abobrina cortada ;
- 2 fatias de queijo branco;
- folhas de tomilho fresco;
- pimenta dedo de moça em cubinhos;
- azeite; 
- uma pequena meia-lua de limão - 1/10 de unidade, aproximadamente;
- flor de sal e
- 3 flores de abobrinha - devidamente limpas conforme explicado acima.

1. Em uma frigideira de cerâmica, ou antiaderente, com um fio de azeite, doure os dois lados do queijo branco e reserve-os.
2. Sem desligar o fogo, refogue as vagens; como gosto delas bem al dente, não passo-as por água ou vapor previamente, mas se você achar necessário, apenas mergulhe-as na água fervente por alguns segundos, e leve-as imediatamente à frigideira quente, para finalizá-las. Reserve-as.
3. Ainda sem desligar o fogo, acrescente mais um fio de azeite e refogue as abobrinhas; aqui também vai depender do ponto que desejá-las.
4. Corte as fatias de queijo branco em cubos e coloque-os em uma tigela, junto com as vagens e a abobrinha. Regue com azeite, uma espremidinha de limão, salpique a pimenta em cubinhos e as folhas de tomilho, mexa bem, mas delicadamente, para que os sabores se misturem. 
5. Disponha a salada no prato, acomode as flores e salpique uma pitada de flor de sal.


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Salada de figo e folhas de rabanete



Toda gente homenageia
Januária na janela
Até o mar faz maré cheia
Pra chegar mais perto dela
O pessoal desce na areia
E batuca por aquela
Que, malvada, se penteia
E não escuta quem apela

Quem madruga sempre encontra
Januária na janela
Mesmo o sol quando desponta
Logo aponta o lado dela
Ela faz que não dá conta
De sua graça tão singela
O pessoal se desaponta
Vai pro mar levanta vela

 Januária - Chico Buarque

Esse prato ficou tão delicado, tão feminino; eu o comi bem lentamente, apreciando cada um dos sabores, deliciando-me a cada garfada... Experimentem usar as suas folhas de rabanete; tenho certeza que nunca mais pedirão para ninguém cortá-las! ;)

Procurem pelos figos orgânicos, plantados e colhidos com todo o carinho -reparem no esparadrapo!-,  maduros e saborosos como eu nunca vi sendo vendidos aqui no Brasil!



Salada de figo e folhas de rabanete

- 1 figo maduro;
- folhas de um ramo de rabanetes - bem lavadas para retirar qualquer resquício de terra;
- um punhadinho de passas pretas;
- 6 folhas de sálvia;
- 1 fio de mel;
- 1 fio de azeite;
- 1 colher de sopa de coalhada seca;
- pimenta do reino moída na hora e
- uma pitadinha de flor de sal;

1. Esquente uma frigideira de cerâmica (ganhei de aniversário do tio M.!) ou antiaderente; sele o figo aberto ao meio até que o açúcar se solte e forme um leve caramelo na superfície que está em contato com a frigideira. Reserve-o.
2. Sem desligar o fogo, adicione as folhas, mexa, e acrescente uma xícara de café de água, para que o caramelo dos figos se solte da frigideira e tempere as folhas. Se uma xícara não for suficiente, espere toda a água evaporar e acrescente mais uma, mexendo sempre. Adicione as passas, mexa, adicione 4 folhas de sálvia e transfira as folhas para o prato. 
3. Disponha os figos sobre as folhas e tempere tudo com o mel, azeite, sal e as duas folhinhas de sálvia que restaram. Acomode a coalhada seca sobre o figo e deleitei-se. Tão simples, tão rápido e tão bom...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Ensopado marroquino com folhas de beterraba e talos de espinafre - ferro extreme para um querido amigo


Fiz esse prato para um amigo muito querido que está precisando ingerir ferro a todo custo; agora, o fato de ser vegetariano e de estar se recuperando não significa que ele precise comer comida blé de hospital, tampouco bater fígado com beterraba no liquidificador, como sugeriu o médico... Como não havia nenhuma restrição alimentar, pensei em fazer esse prato, com folhas de beterraba, talos de espinafre, grão de bico, passas e amêndoas; ferro extreme!!!

O barato dessa receita, e o termo cabe perfeitamente, é que ela é deliciosa e feita de partes de alimentos muitas vezes desperdiçadas pela maioria das pessoas, simplesmente porque não temos a cultura de aproveitá-lo como um todo. Não é fácil, mas é excitante testar substituições e verificar que, se você aproveitar o alimento como um todo, acaba economizando horrores, e pode começar a fazer algumas substituições por alimentos orgânicos, sem pesar no orçamento!

Apenas um lembrete, a vitamina C potencializa a absorção do ferro; portanto, tome um suco de limão ou coma uma laranja logo depois de ingerir o alimento com ferro.



Ensopado marroquino com folhas de beterraba e talos de espinafre
adaptado desse prato


- 1 colher (sopa) de azeite;
- 1 cebola cortada em fatias grossas e ao meio;
- 2 dentes de alho em cubinhos;
- talos de espinafre em cubinhos;
- 10 colheres (sopa) de molho de tomate;
- um punhado de uva-passa;
- um punhado de amêndoas cruas - tire a pele, se tiver paciência;
- 1 pau de canela;
- Harissa - omiti qualquer pimenta, só por segurança;
- 5 xícaras de caldo de legumes, aproximadamente;
- 3 xícaras de grão de bico cozido e escorrido;
- folhas de dois maços de beterraba;
- sal e
- pimenta do reino - omiti qualquer pimenta, só por segurança.
1. Em uma frigideira antiaderente grande refogue a cebola  no azeite, em fogo médio, por alguns minutos; adicione os talos de espinafre em cubinhos e refogue-os por alguns minutos; após, o alho, tomando cuidado para ele não queimar.

2. Adicione o molho de tomate, o pau de canela, o caldo e as folhas de beterraba, e deixe que tudo ferva; abaixe o fogo e deixe cozinhar, tampado, por aproximadamente 15 minutos.

3.Por fim, adicione as passas, as amêndoas e o grão de bico, mexendo para que tudo se agregue. Apenas acerte o sal e a pimenta, se for usar, e sirva acompanhado de arroz branco ou de couscous.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sopa de feijão, folhas de cenoura e gouda defumado


Como tenho tido ótimos resultados na preparação de sopas não ouso dizer que esta foi a melhor que eu já fiz, mas talvez realmente seja... O queijo gouda defumado aliado ao feijão preto produz um sabor maravilhoso que nos remete à feijoada,  e algumas gotinhas de tabasco potencializam o sabor!

As folhas de cenoura são muito saborosas, você só precisa saber que seus talos são bastante fibrosos, portanto, se for fazer a sopa de hoje, a sopa psy ou mesmo um simples refogado - de sabor semelhante ao da couve -, descarte os talos mais grossos e use-os na preparação de um caldo de legumes.  



Sopa de feijão, folhas de cenoura e gouda defumado
Rendimento: 2,5l

- 3 batatas pequenas em cubinhos;
- 1 maço de folhas de cenoura - use só as folhas e os talos mais delicados; os talos podem ir para o caldo;
- 2 dentes de alho filetados;
- 1.500 ml de caldo de legumes*;
- 1 xícara de feijão preto cozido à parte, bem al dente, e com o seu caldo;
- azeite;
- 1 colher (chá) de sal;

Para servir
- um fio de azeite;
- tomilho fresco;
- cubinhos de queijo gouda defumado - pode substituir por outro defumado, mas tente encontrar este;
- molho de pimenta - usei tabasco

1. Prepare o caldo de legumes* em uma panela e, concomitantemente, cozinhe o feijão preto em outra. Para cozinhar o feijão, coloque-o na panela e cubra-o com água; assim que levantar fervura abaixe o fogo e deixe cozinhar apenas até ficar al dente. Da mesma forma é o preparo do caldo; junte todos os ingrediente, deixe levantar fervura, cubra a panela, abaixe o fogo e cozinhe-o por 30 minutos.

2. Junte as folhas de cenoura entre as mãos formando uma bola e corte-as algumas vezes. Aqueça um fio de azeite em uma panela grande, de fundo grosso, e refogue ligeiramente o alho filetado, tomando cuidado para ele não queimar; adicione as folhas de cenoura e refogue-as até murcharem. Adicione as batatas, o caldo do feijão - sem os grãos - e metade do caldo de legumes - adiciono também a cebola que usei no caldo. Deixe levantar fervura, abaixe o fogo e cozinhe a sopa com a panela tampada por aproximadamente 30 minutos, para que as folhas fiquem bem macias e as batatas se desmanchem.

4. Após, junte os grãos de feijão à sopa apenas para que esquentem; notem que eu disse para cozinhá-los até ficarem al dente pois nesse momento eles podem terminar de cozinhar, se assim desejar, ou podem ser comidos mais durinhos, como preferimos aqui em casa. Adicione o sal e prove.

5. Sirva a sopa acompanhada de cubinhos de queijo gouda defumado, folhinhas de tomilho fresco, um fio de azeite e gotas de tabasco; um bom vinho, boa companhia e nada mais...


* você não precisa usar legumes inteiros para preparar seus caldos; pontinhas de cenoura e de abobrinha, cascas (de preferência orgânicas), hastes de cogumelos que não forem usadas, caules sem as folhas, ervas frescas, uma cebola e um dente de alho produzirão um ótimo caldo! Todos eles podem ser armazenados na geladeira durante a semana, em um recipiente fechado com algumas folhas de papel toalha para absorver a humidade, até que você prepare o caldo. A única coisa que não pode ser armazenada  com os demais
é folhagem em geral, pois retém água e fica com aspecto de alga.

Para o caldo usado nessa receita aproveitei os talinhos de cenoura e abobrinha que estavam guardados na geladeira, cortei a parte verde-escura dos pequeninos alhos-poró que vieram na cesta orgânica,  uma cebola - que depois pulou para a sopa -, um dente de alho, uma pimenta dedo de moça e algumas ervas da minha hortinha.  

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sopa psy de folhas de cenoura



Essa sopa ficou forte, com um gosto ímpar, que lembrava alcachofra; por isso não indico para paladares mais infantis...


O pão foi feito com farinha de trigo sarraceno, receita da querida Marina; a única modificação foi que misturei azeitonas e alecrim na massa toda, não fiz camadas. A receita rendeu dois pães de forma (11x22,5cm). Essa farinha pode ser encontrada na Santa Luzia ou na Zona Cerealista.


Dêem uma olhadinha nos maravilhosos macarons que a Marina faz...




Sopa psy de folhas de cenoura

(da minha cachola)

Rendimento: 4 porções


Refogado

- 1 maço de folhas de cenoura;

- 2 dentes de alho filetados.

- azeite.


Caldo

- 1 batata;

- 2 inhames;

- 1 cebola;

- 1 dente de alho e

- caldo de legumes.


Finalização

- azeite;

- creme de leite fresco aquecido, aproximadamente 6 colheres (sopa) [cuidado para não talhar!];

- pimenta do reino moída na hora;

- sal e

- 4 alcachofrinhas em conserva.


Ferva o caldo de legumes e adicione a batata, os inhames, a cebola e o alho, todos cortados, até que cozinhem. Em apartado, refogue o alho em um pouco de azeite, tomando cuidado para não queimá-lo, e adicione as folhas de cenoura cortadas. Depois que estas tiverem murchado, adicione-as ao caldo de legumes e deixe cozinhar lentamente, por aproximadamente uma hora e meia, para que o caule fibroso fique mais macio. Bata a sopa no liquidificador e passe-a pela peneira, descartando as fibras grandes que ficarem na peneira. Volte a sopa para a panela e cozinhe até a consistência desejada. Verifique o sal e sirva com azeite, creme de leite fresco, pimenta do reino e fundos de alcachofra em conserva.

sábado, 22 de maio de 2010

Ensopado africano de vegetais



Essa receita é muito gostosa e perfeita para as noites frias! Fiz apenas algumas adaptações com o que tinha em casa, substituindo a batata doce e o espinafre por abobrinha italiana e folhas de rabanete, mas deve valer à pena experimentar a receita original...


Ensopado africano de vegetais
Adaptado daqui

- 1 colher (sopa) de azeite;
- 1 cebola roxa cortada em fatias grossas e ao meio;
- 2 dentes de alho em cubinhos;
- 1/2 abobrinha italiana em rodelas de 1 cm de largura [a receita pedia batata doce];
- 4 tomates sem pele e sementes, cortados em 4 partes;
- 2 colheres (sopa) de molho de tomate [a receita não pedia];
- um punhado de uva-passa;
- 1 pau de canela [a receita pedia canela em pó];
- Harissa [a receita pedia pimenta Caiena];
- 2 xícaras de caldo de legumes;
- 1 xícara de grão de bico cozido e escorrido;
- 4 punhados generosos de folhas de rabanete [a receita original pedia espinafre];
- sal e
- pimenta do reino.

1. Em uma frigideira antiaderente grande refogue a cebola no azeite, em fogo médio, por alguns minutos; adicione o alho e saltei-o junto com a cebola por alguns segundos, até começar a sentir o aroma.

2. Adicione a abobrinha e o tomate, deixe cozinhar por 5 minutos, adicione as uvas-passa, o pau de canela, o molho de tomate e o caldo; aumente o fogo e deixe ferver. Cubra, abaixe o fogo e cozinhe por 15 minutos.

3. Após, aumente o fogo e adicione o grão de bico e as folhas de rabanete, mexendo para que tudo se agregue. Quando as folhas murcharem e o grão de bico estiver quente, basta temperar com sal e pimenta do reino e servir acompanhado de arroz branco ou de couscous, como eu fiz.

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