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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Bolo cannoli



Inspirado nos irresistíveis cannoli, esse bolo leva ricota, especiarias, raspas de cítricos, chocolate, castanhas e vinho italiano. É súper fácil de fazer, assa que é uma maravilha, e fica ainda melhor nos dias seguintes - não pense duas vezes se precisar prepará-lo com antecedência!

Eu diria que é um bolo bem versátil; troque o tipo da castanha ou da bebida, a ricota por um iogurte denso, o chocolate por passas hidratadas, ou adicione uma pitadinha de erva doce (e chame-o de bolo crostoli), mas faça essa maravilha!

Para aproveitar a ricota que sobrou preparei um creminho que ficou muito delicado - tive de escondê-lo de mim mesma para não devorar tudo antes do bolo ficar pronto! Quem quiser fazer uma apresentação especial pode dobrar a quantidade para usar o creme como cobertura e finalizar com algumas castanhas quebradas. Lindeza com cara de coisa da Patrícia...

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A incrível salada de feijão fradinho [que foi parar na revista Menu!]

 

O ingrediente especial de certas comidas é o tempo... Uma simples salada de tomate, cebola roxa, pimentão verde e feijão fradinho, temperada com cebolinha, sal, balsâmico e azeite, se transformou em um acompanhamento muito especial! Preparei-a de manhã, antes de sair de casa, e deixei-a coberta, mas fora da geladeira, para que os ingredientes soltassem seus sucos e formassem um molho único. Simplesmente perfeita!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

massa de feijão verde com gengibre e óleo de gergelim [harussame, o miojo de gente grande, e de quem não pode comer glúten!]


miojo de gente grande, o harussame também salva quem não pode consumir glúten!


Adoro canja de galinha; não tenho a menor dúvida que prepararia essa sopa toda vez que tivesse caldo de frango em casa, mas o Ebraim acha que colocar arroz no caldo é coisa do diabo, então acabo usando o caldo com massas recheadas, com panquecas enroladas e cortadas em tirinhas (como os mexicanos fazem com tortillas), como base para outras sopas ou para cozinhar grãos. Não entendo como alguém pode desprezar algo com tanto sabor! E para quem diz que não usa porque é muito gorduroso, compre o peito com osso e sem pele, depois cozinhe-o em uma panela grande, com água e os mesmos temperos que você colocaria em um caldo de legumes (cebola, alho, cenoura, salsão e ervas frescas, por exemplo). Depois de pronto, retire o frango e coe o caldo para um pote de vidro; a pouca gordura que ali existe se solidifica e fica sobre o caldo, então, se fizer questão, é só retirá-la - mas ressalto que isso não é necessário; a lâmina que se forma voltará a ficar fluida quando o caldo for aquecido, e trará muito sabor!

E quando não faço sopa, não tenho massa recheada, não preciso cozinhar grãos ou (e principalmente!), quando estou sem tempo, sem vontade de cozinhar e sem paciência de lavar louça, faço um miojo de gente grande; ridiculamente fácil e absurdamente reconfortante. 

A massa de feijão verde cozinha muito rápido, então apenas coloco-a no prato onde será servida e a cubro com o caldo bem quente. Para temperar, gotas de gengibre espremido e óleo de gergelim torrado. Apenas isso, simples e perfeito, não coloco mais nada. Quem quiser um algo a mais, esse miojo vai bem com um toque de shoyu, com gergelim torrado e moído (tem um moedor baratinho na Liberdade!), com lascas de bonito desidratado (procure por hana katsuo, um tipo de katsuobushi) ou com um tempero japonês apimentado da S&B, usado para dar sabor a caldos e sopas (nanami togarashi (shichimi), feito com chili, raspinhas de laranja, gergelim, pimenta japonesa, gengibre e alga)

Óleo de gergelim torrado é um ingrediente maravilhoso, vale a pena investir um pouco mais e comprar um japonês, que nada tem a ver com esses vendidos em potinhos de plástico. NADA A VER! E ainda faz uma pipoca...

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Bolo de fubá com farinha de arroz castanho (sem leite e sem farinha de trigo - ainda testando novas farinhas...)

 

Aquele tipo de bolo perigoso, leve e perfumado, perfeito para ser beliscado enquanto se beberica algo quente ao lado da lareira, e um charme como sobremesa, acompanhado de goiabada cremosa...

Graças à farinha de arroz castanho, o bolo focou moreninho e com um ar mais sério, mas sem nenhum sabor estranho por não ter sido feito com farinha de trigo. Na verdade, até quem diz não gostar de bolo de fubá comeu -e repetiu! Gosto de assar meus bolos, principalmente os que levam farinha integral, a uma temperatura baixa, por mais tempo; sinto que ficam bem assados e com um sabor muito mais complexo!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Pão de milho, Pão de abóbora e Pão de batata [incríveis testes de pão sem farinha de trigo]

Assim como, tempos atrás, cismei em fazer um pão 100% integral, agora coloquei na cabeça que precisava preparar um pão de forma sem farinha de trigo, usando farinha de milho, farinha de arroz e polvilho.

Deixei as receitas com mais ingredientes (e farinhas difíceis de serem encontradas) para as futuras tentativas; queria, apenas, um pão que ficasse gostoso, e que qualquer um pudesse repetir! A boa notícia é que todos os pães ficaram bons - e, depois de aquecidos, ficaram excepcionais!

 pão de milho com sementes de papoula

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Barrinhas de batata doce, chia, castanha e especiarias


Alguém por aqui não suporta batata doce em pratos salgados - deus sabe que já tentei muitos! - mas é só colocar açúcar na bicha que o Sol se abre... Pesei a batata crua, a batata cozida e ela com o açúcar, caso alguém já tenha o doce pronto e resolva aproveitar.

As barrinhas ficaram mais durinhas do que as de brownie, e a textura da chia junto com o doce me fez pensar em figo seco. É aquele tipo de docinho para ir comendo devagar, mastigando pequenos bocadinhos. Para as próximas, quero acrescentar texturas diferentes!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Waffles de milho e queijo de coalho [com gosto de salgadinho]


Esse ano eu posso dizer que realmente aproveitei a época do milho fresco.

Além das inúmeras espigas assadas na boca do fogão, no forno ou cozidas, dos refogados malucos e das saladas mexicanas, fiz pãezinhos com queijo branco, me arrisquei com lindas tortillas, descobri a delicadeza da polenta feita com milho fresco, assei um maravilhoso pão com farinha de centeio, cortei as espigas em fatias para um repeteco desta sopa de ares mexicanos, refiz a pamonha de forno, formei uma torre com os delicados crepes, fiz facílimas panquequinhas com erva doce e mel, mini picolés de milho com coco, um pão ridículo de fácil (e sem farinha de trigo) e ainda surgiram esses lindos waffles, dourados por fora, úmidos por dentro e com um inacreditável sabor de salgadinho!!!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Brownie de feijão azuki [que rendeu barrinhas interessantes]



A Deusa das gordices me mandou um link com receitas sem lactose do Jamie Oliver, e de cara quis preparar estes biscoitinhos de painço e limão, porque tudo o que fiz com esse grão ficou uma maravilha, desde pão até acompanhamento para curry (substituindo o couscous). Só que a receita pedia "flocos" de painço, e eu só tenho os grãos na despensa, então acabei optando pelos lindos brownies servidos com uma cobertura de coco.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Crepes de milho [empilhados, enrolados, quentes, frios...]

 

Para quem gosta de salada de tomate e cebola, essa pilha de panquecas é um almoço perfeito para um dia quente. Mas, se você não é assim tão maluco por cebola crua, entremeie os crepes com queijo, tomate e orégano, e leve-os ao forno. 

São suficientemente firmes para serem recheados, enrolados, cobertos com molho e finalizados com um pouquinho de queijo, para gratinar. Para quem não está acostumado, fazer crepe parece ser um mistério, ma a verdade é que o primeiro nunca fica perfeito, e com a prática, tudo fica mais fácil!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Sopa de feijão andu com cenoura e brócolis [e torradas de pão de beterraba]


Foi só esfriar um pouquinho que corri para preparar uma sopa; já estava com saudade das torradinhas de alho feitas na chapa de ferro, e aproveitei o repeteco do pão de beterraba para fazer isso.

Pãezinhos de milho e tomilho [com queijo branco]


Não nego nem tento esconder, ando com mania de colocar goma de tapioca nas receitas. Tudo fica com uma lembrança de pão de queijo, e é uma ótima opção para sair daquele vício de usar farinha de trigo para tudo.

Nesses pãezinhos de hoje, usei milho verde e farinha de milho; ficaram absurdamente bons e são fáceis de preparar. Não pense em nada; apenas corra para a cozinha e depois de uma hora sua casa estará com um perfume irresistível...

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Salada de abobrinha na chapa, com molho tahine [comeria todos os dias]

 

Gosto de usar óleo de coco para untar formas de bolo e a máquina de waffles, porque ele aguenta bem o calor e ainda deixa um perfume delicioso no ar. Também gosto de usá-lo para fazer refogados, panquecas e bolinhos, na frigideira, mas acho que não sei cozinhar sem azeite... E sem tahine! Essa pasta de gergelim é uma beleza; faz bolos, cookies, trufas e um molho que é perfeito para acompanhar salada ou carne -  e tem alguém que come até de colher...

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Bolinhos de abóbora e frango [sabor de coxinha com massa de abóbora]



Massa feita com tapioca, queijo e abóbora assada; recheio tradicional de coxinha. Achei que ficaria bom, mas nunca teria imaginado que ficaria tão sensacional! 

Não é uma receita difícil, apesar de requerer algum preparo prévio. Numa primeira etapa, assei a abóbora e cozinhei o frango, só depois fiz a massa e montei os bolinhos. Tanto a abóbora quanto o frango desfiado ficam bem na geladeira, de um dia para o outro, e eu já estou me programando novamente, porque foi o tipo da coisa que preparei sabendo que alguém ficaria viciado...

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Tortillas de milho [milho verde e farinha de milho]



comentei que ainda não me organizei para fazer a tradicional tortilla de milho, mas esta de hoje foi a que chegou mais perto dela, tanto pelo visual quanto pelo gosto. Fiquei orgulhosa, exibida e louca para prepará-las novamente, confesso!

Essa prensa linda foi presente de um amigo muito especial, e veio diretamente do México. Se não tiver uma dessas, improvise fazendo pressão sobre uma tábua, ou usando um rolo de massa. Ou, ainda, encomende uma de madeira (dica da Neide Rigo). Só não cometa o erro de fazer uma só receita para duas pessoas comilonas; depois de cada um comer as suas quatro tortillas, ainda restava um bom tanto dessa deliciosa salada e de queijo de coalho dourado na chapa. A solução foi aquecer, em uma das bocas do fogão, um pão sírio congelado...



quarta-feira, 23 de julho de 2014

Nachos de farinha de milho e polvilho doce



Não sei se foi o suculento taco adobado que comemos na incrível Taquería la Sabrosa, a vontade de me esquentar com um prato de sopa mexicana com pão de milho ou o chilli da Patricia, mas quando vi que tinha abacate, cebola roxa, tomate, limão, pimentas e coentro, não pensei duas vezes no rumo que iria tomar.

Já preparei tortillas com uma mistura de farinhas de milho e trigo, só com farinha de milho e com uma masa pronta, própria para tortillas; basta misturar água, fazer uma bolinha, abri-la em uma prensa e colocá-la sobre uma chapa bem quente. Ainda não tive coragem de prepará-la do zero, a partir de milho cozido com cal (milho nixtamalizado), mas a Neide Rigo testou tudo aqui. Tortillas prontas podem virar nachos, se forem cortadas e fritas, mas como odeio fazer fritura, acabo pincelando-as com óleo ou azeite e levando os triangulozinhos ao forno.

Desta vez resolvi mudar tudo; preparei crepes feitos à base de farinha de milho e polvilho doce, para fazerem as vezes de tortilla, depois cortei cada uma em quatro pedaços e levei-os ao forno para que endurecessem. Se quiser tacos, deixe-os no forno por menos tempo, apenas para que sequem um pouco e peguem aquele formato de barquinha; para nachos, aqueles com cara de "doritos", espere que fiquem firmes, mas não queimados. Modéstia a parte, mas ficaram show!

domingo, 13 de julho de 2014

Salada de erva doce assada com zaatar [com tâmaras, nozes e mel de laranjeira]


Para quem gosta de doce com salgado, esse é um prato bem interessante! Tem todo o perfume da erva doce, o tempero forte do zaatar, a doçura da tâmara, a crocância da noz e o brilho do mel. Aconteceu sem querer, uma coisa foi puxando a outra, mas posso dizer que é uma salada para esse tempinho frio, e pretendo repeti-la muitas vezes!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Chocolate quente asteca (sem leite)



Eu me refestelei, e o Ebraim, que não gosta nem de pensar em chocolate quente (justamente por causa do leite), adorou! Mais um acerto do Sr. Paul, ao lado das várias trufas da  cobertura de chocolate, que parecia de desenho animado.

Só que nós dois não resistimos e fizemos uma pequena "correção" no teor alcoólico, deixando a bebida com um ar mais adulto. Acho que é o tipo de receita que você pode usar como base para colocar o que mais gosta, seja uma colherzinha de conhaque ou café forte, ou quem sabe uns quadradinhos de chocolate no fundo da xícara, para misturar com uma colher enquanto bebe, ou ainda um pedaço em formato de uma barra comprida e fina, saindo para fora da xícara, como um submarino...

terça-feira, 1 de julho de 2014

Sopa de tomate [para tomar fria ou quente]


Não me lembro exatamente quando isso começou, mas tomando pelas prateleiras dos supermercados, todos nós aderimos à praticidade das latas de tomate pelado. Além daquele molho rápido, dá para fazer essa sopa, que é gostosa bem quente ou à temperatura ambiente, ótima com um simples queijo quente no pão sírio, ou um sanduíche de mussarela de búfala e folhas de manjericão, feito em um pão de azeitonas pretas, com um bello fio de azeite...

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Conserva de legumes grelhados [um ótimo molho para massas recheadas]

 
Com lindas fotos e histórias de viajar no tempo, contadas por uma nonna, esse é o tipo do livro que me faz ficar com vontade de cozinhar. No capítulo In dispensa ela fala sobre o porquê de se fazer conservas, e da alegria que sentia, quando pequena, ao abrir a despensa, durante o inverno, e vê-la recheada de tesouros. Conta como as donas de casa tinham trabalho durante o verão para conservar os sabores da horta; que ervas, tomates e cogumelos podiam ser secos ao sol, sobre uma grade, assim como figos e pêssegos. Outras frutas eram colocadas em potes e cobertas com grappa, álcool, licor caseiro ou mesmo um simples vinagre de vinho; mas a grande parte delas virava geleias e doces, também para conserva. As verduras excedentes, por sua vez,  eram conservadas na salmoura; as conservas em azeite, como esta que eu fiz hoje, eram para os poucos que podiam se dar ao luxo. De uma forma ou de outra, o importante era ferver as verduras com água e vinagre, ou vinho e vinagre, para que se conservassem por mais tempo.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Polenta de milho verde



Milho, aqui em casa, só serve para pipoca. O Ebraim não suporta nada que venha do milho verde, à exceção da própria espiga cozida em água salgada, de um pão de milho com farinha de centeio, e desses bolinhos cobertos com flocos de milho. Nada de curau, pamonha, suco de milho, sorvete de milho ou sopa de milho. Nem de polenta. E é ai que o livro do Ottolengui entra; pensei ter encontrado nele a redenção da polenta, preparando-a com milho verde cozido.

Mas não, não foi dessa vez. E eu nem usei o termo "polenta"; para não influenciar negativamente, chamei-a apenas de "purê de milho"... Mas para quem gosta de milho, é um prato perfeito! Cai bem no dia a dia, com legumes refogados, ou ainda naquele jantar mais arrumadinho. O sabor é bem mais suave do que o da polenta instantânea, e o queijo de cabra dá um toque refinado. Deve ficar um absurdo com gorgonzola e linguiça!

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