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sábado, 5 de julho de 2014

Torradas de abóbora e parmesão [no pão de milho e centeio]

Primeiro a textura sedosa do purê de abóbora, então a crocância do pão, um salgadinho do queijo, a doçura do azeite e uma delicada lembrança de que o alho esteve por ali. Não se deixe enganar pela aparente simplicidade dessa torradinha; ela é absolutamente surpreendente!


Pode ser o almoço de um dia quente, junto com uma salada de radicchio, ou aperitivo para um encontro com os amigos. Neste caso, para que os pães não fiquem úmidos, leve à mesa o purê, em um potinho, acompanhado das fatias de pão levemente torradas e "rabiscadas" com alho, e um bom naco de queijo - para que cada um tenha o prazer de passá-lo contra o ralador! Para finalizar, um bom azeite frutado, o moedor de pimenta do reino e o de sal.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Conserva de legumes grelhados [um ótimo molho para massas recheadas]

 
Com lindas fotos e histórias de viajar no tempo, contadas por uma nonna, esse é o tipo do livro que me faz ficar com vontade de cozinhar. No capítulo In dispensa ela fala sobre o porquê de se fazer conservas, e da alegria que sentia, quando pequena, ao abrir a despensa, durante o inverno, e vê-la recheada de tesouros. Conta como as donas de casa tinham trabalho durante o verão para conservar os sabores da horta; que ervas, tomates e cogumelos podiam ser secos ao sol, sobre uma grade, assim como figos e pêssegos. Outras frutas eram colocadas em potes e cobertas com grappa, álcool, licor caseiro ou mesmo um simples vinagre de vinho; mas a grande parte delas virava geleias e doces, também para conserva. As verduras excedentes, por sua vez,  eram conservadas na salmoura; as conservas em azeite, como esta que eu fiz hoje, eram para os poucos que podiam se dar ao luxo. De uma forma ou de outra, o importante era ferver as verduras com água e vinagre, ou vinho e vinagre, para que se conservassem por mais tempo.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Dukkah: delicioso, versátil, viciante!


Depois de ouvir a Nina Horta falar sobre o dukkah, fiquei fissurada. Trata-se de um condimento de origem egípcia, a base de castanhas, sementes e temperos moídos. Chuchar o pão no azeite e salpicar essa farofinha sobre ele parece ser a primeira opção de todos, mas o dukkah também fica ótimo sobre abóboras assadas, ovos cozidos, sopas, panquequinhas de legumes e legumes crus ou cozidos. Ainda quero me aventurar na massa de um perfumado pão, em um frango empanado, e até numa salada de melancia.

Achei interessante as combinações testadas nesse site, principalmente a de castanha de castanha caju, sementes de erva doce, gergelim e pimenta. A ideia de fazer alguns tipos e servir para os amigos com pães variados e azeite, ao estilo de um fondue, deixou meus olhinhos brilhando...

Um dukkah muito especial é o de coco e castanha do Pará; ele é perfeito para empanar postas de cação - ou outro filé de peixe! Deixei o peixe marinando no limão com sal, e na hora de preparar sequei as postas no papel toalha, passei cada uma em uma mistura de ovo (temperado com sal, azeite e alho espremido), retirei o excesso e pressionei cada uma sobre o dukkah. Coloquei as postas, lado a lado, em uma assadeira com antiaderente, untada com um fio de azeite; cobri com papel alumínio, levei ao forno alto por meia hora, e retirei o alumínio para dourar, por mais meia hora. Também já salpiquei essa maravilha sobre floretes de couve flor assados, um belo ovo pochê, uma salada com grão de bico crocante... Vou marcando tudo na #dukkahdecoco !

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Mix agridoce de castanhas; aperitivo irresistível para a ceia do Cuecas

 

Quando soube da 1ª Ceia Virtual Solidária do blog Cuecas na Cozinha pensei em algo fácil e irresistível, que pudesse ser preparado com antecedência e fosse perfeito para ser espalhado pela casa, em diversos potinhos. Também pode ser um ótimo presente de Natal, se acondicionado em um belo vidro, com uma fita e um cartão!

Para acompanhar as castanhas, principalmente ao cair da tarde, sirva  Xerez, vinho do Porto, Vin Santo, vinho Moscatel ou mesmo um Tokay, vinho doce hungaro; ótimas dicas do Renato Machado, em seu comentário diário na CBN.

Dêem uma olhada na proposta da ceia solidária, ajudem e aproveitem as receitas enviadas por chefs e blogueiros!
 
Mix agridoce de castanhas
rendimento: 6 porções
 
- 500g castanhas variadas – usei castanha do Pará, castanha de caju assada, avelã torrada*, amêndoa crua, noz, noz pecã e macadâmia;
- 2 colheres (sopa) de alecrim finamente picado;
- ½ colher (chá) pimenta cayena usei do reino;
- 2 colheres (chá) de açúcar demerara;
- 2 colheres (chá) de sal Maldon pode usar flor de sal ou mesmo sal grosso moído; e
- 1 colher (sopa) de manteiga sem sal.

1. Em um forno pré-aquecido a 180º, torre as castanhas por cerca de 10 minutos.
2. Em uma tigela grande, misture os demais ingredientes e reserve.
3. Quando as castanhas saírem do forno, passe-as, rapidamente, por um pano de prato limpo, esfregando-as vigorosamente, para que as cascas saiam.
4. Enquanto ainda estão quentes, mas já sem as cascas, misture as castanhas aos demais ingredientes, de forma vigorosa, para que a manteiga temperada recubra todas as castanhas.
5. Depois de esfriar, guarde-as em potes bem fechados.

* depois de torrar as avelãs, no forno ou em uma frigideira grande - sempre em fogo baixo! -, passe-as  entre as mãos, com um movimento de vai e vem, para retirar a sua pele. Para quem vai espalhá-las pela casa, esse processo não é muito necessário, mas se irá presentear alguém, colocando-as em lindos potes de vidro, recomendo que o faça, pois elas comprometem um pouco o visual... Digo isso porque acho um charme os pedacinhos de alecrim e os cristais de sal no fundo do vidro!

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