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sábado, 24 de outubro de 2015

Pão integral de painço [com óleo de gergelim]




Esse pão é muito diferente; os grãozinhos de painço dão uma crocância diferente, e ele fica muito bom para montar pizzinha de forno e  sanduíches, especialmente os quentes! Só não vá se empolgar e cortar uma fatia generosa, porque ele é potente, com um poder de satisfação diferenciado... Uma boa arma para aquela marmita no trabalho, para lanches em longas viagens ou para quem está de regime; um pão para alimentar o mundo!

Sua preparação é simples, mas tem quatro etapas de fermentação, então é bom se programar antes de começar a colocar a mão na massa; o bom é que uma receita rende dois pães, e um pode ser congelado, inclusive em fatias!

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A incrível salada de feijão fradinho [que foi parar na revista Menu!]

 

O ingrediente especial de certas comidas é o tempo... Uma simples salada de tomate, cebola roxa, pimentão verde e feijão fradinho, temperada com cebolinha, sal, balsâmico e azeite, se transformou em um acompanhamento muito especial! Preparei-a de manhã, antes de sair de casa, e deixei-a coberta, mas fora da geladeira, para que os ingredientes soltassem seus sucos e formassem um molho único. Simplesmente perfeita!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

massa de feijão verde com gengibre e óleo de gergelim [harussame, o miojo de gente grande, e de quem não pode comer glúten!]


miojo de gente grande, o harussame também salva quem não pode consumir glúten!


Adoro canja de galinha; não tenho a menor dúvida que prepararia essa sopa toda vez que tivesse caldo de frango em casa, mas o Ebraim acha que colocar arroz no caldo é coisa do diabo, então acabo usando o caldo com massas recheadas, com panquecas enroladas e cortadas em tirinhas (como os mexicanos fazem com tortillas), como base para outras sopas ou para cozinhar grãos. Não entendo como alguém pode desprezar algo com tanto sabor! E para quem diz que não usa porque é muito gorduroso, compre o peito com osso e sem pele, depois cozinhe-o em uma panela grande, com água e os mesmos temperos que você colocaria em um caldo de legumes (cebola, alho, cenoura, salsão e ervas frescas, por exemplo). Depois de pronto, retire o frango e coe o caldo para um pote de vidro; a pouca gordura que ali existe se solidifica e fica sobre o caldo, então, se fizer questão, é só retirá-la - mas ressalto que isso não é necessário; a lâmina que se forma voltará a ficar fluida quando o caldo for aquecido, e trará muito sabor!

E quando não faço sopa, não tenho massa recheada, não preciso cozinhar grãos ou (e principalmente!), quando estou sem tempo, sem vontade de cozinhar e sem paciência de lavar louça, faço um miojo de gente grande; ridiculamente fácil e absurdamente reconfortante. 

A massa de feijão verde cozinha muito rápido, então apenas coloco-a no prato onde será servida e a cubro com o caldo bem quente. Para temperar, gotas de gengibre espremido e óleo de gergelim torrado. Apenas isso, simples e perfeito, não coloco mais nada. Quem quiser um algo a mais, esse miojo vai bem com um toque de shoyu, com gergelim torrado e moído (tem um moedor baratinho na Liberdade!), com lascas de bonito desidratado (procure por hana katsuo, um tipo de katsuobushi) ou com um tempero japonês apimentado da S&B, usado para dar sabor a caldos e sopas (nanami togarashi (shichimi), feito com chili, raspinhas de laranja, gergelim, pimenta japonesa, gengibre e alga)

Óleo de gergelim torrado é um ingrediente maravilhoso, vale a pena investir um pouco mais e comprar um japonês, que nada tem a ver com esses vendidos em potinhos de plástico. NADA A VER! E ainda faz uma pipoca...

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Calda de chocolate e cerveja Stout com toque de açaí - e minha pouca prática com chocolate ao leite!



Desta vez, pensei eu, vou agradar minha amiga que odeia chocolate amargo; comprei chocolate ao leite e testei mais uma daquelas combinações com cerveja. Imaginei o açúcar do chocolate, o amargor caramelado da Stout; ah, seria perfeito! Mas não foi, pelo menos, não no início... 

Não me dei conta de que o chocolate ao leite tem uma porcentagem de gordura muito maior do que os 70%, 80% que costumo usar, e a bendita trufa não se firmou, nem no freezer. Por fim, a trufa mole se mostrou uma incrível calda para sorvete, e estava densa o suficiente para ser comida de colherzinha! Vivendo e aprendendo, mas se os ingredientes usados forem bons, as chances de se encontrar um aproveitamento para o erro aumentam muito...

Não tirei foto da calda de sorvete; estas lindas bolinhas que vocês estão vendo foram feitas na semana seguinte, com chocolate 70%, o de sempre, que sempre fica bom de enrolar!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Bolo de fubá com farinha de arroz castanho (sem leite e sem farinha de trigo - ainda testando novas farinhas...)

 

Aquele tipo de bolo perigoso, leve e perfumado, perfeito para ser beliscado enquanto se beberica algo quente ao lado da lareira, e um charme como sobremesa, acompanhado de goiabada cremosa...

Graças à farinha de arroz castanho, o bolo focou moreninho e com um ar mais sério, mas sem nenhum sabor estranho por não ter sido feito com farinha de trigo. Na verdade, até quem diz não gostar de bolo de fubá comeu -e repetiu! Gosto de assar meus bolos, principalmente os que levam farinha integral, a uma temperatura baixa, por mais tempo; sinto que ficam bem assados e com um sabor muito mais complexo!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Barrinhas de batata doce, chia, castanha e especiarias


Alguém por aqui não suporta batata doce em pratos salgados - deus sabe que já tentei muitos! - mas é só colocar açúcar na bicha que o Sol se abre... Pesei a batata crua, a batata cozida e ela com o açúcar, caso alguém já tenha o doce pronto e resolva aproveitar.

As barrinhas ficaram mais durinhas do que as de brownie, e a textura da chia junto com o doce me fez pensar em figo seco. É aquele tipo de docinho para ir comendo devagar, mastigando pequenos bocadinhos. Para as próximas, quero acrescentar texturas diferentes!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Pão integral multigrãos [com tahine]

 

Há muito tempo pensava em substituir a gordura da massa do pão por tahine. Na verdade, desde a história dos cookies e das trufas, encafifei com uma focaccia de tahine. Será que funciona???

O pão ficou ótimo, e apesar do ingrediente especial passar despercebido na boca, um perfume incrível tomou a cozinha quando aqueci suas fatias em uma frigideira quente...


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Brownie de feijão azuki [que rendeu barrinhas interessantes]



A Deusa das gordices me mandou um link com receitas sem lactose do Jamie Oliver, e de cara quis preparar estes biscoitinhos de painço e limão, porque tudo o que fiz com esse grão ficou uma maravilha, desde pão até acompanhamento para curry (substituindo o couscous). Só que a receita pedia "flocos" de painço, e eu só tenho os grãos na despensa, então acabei optando pelos lindos brownies servidos com uma cobertura de coco.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Crepes de milho [empilhados, enrolados, quentes, frios...]

 

Para quem gosta de salada de tomate e cebola, essa pilha de panquecas é um almoço perfeito para um dia quente. Mas, se você não é assim tão maluco por cebola crua, entremeie os crepes com queijo, tomate e orégano, e leve-os ao forno. 

São suficientemente firmes para serem recheados, enrolados, cobertos com molho e finalizados com um pouquinho de queijo, para gratinar. Para quem não está acostumado, fazer crepe parece ser um mistério, ma a verdade é que o primeiro nunca fica perfeito, e com a prática, tudo fica mais fácil!

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Bolo de agrião com cobertura de chocolate: em busca do bolo verde perfeito!

 

Meses atrás, cismei que tinha de fazer um bolo verde, mas nenhuma receita que vi me pareceu certeira. Apesar de todas levarem praticamente os mesmos ingredientes, as quantidades eram muito diferentes, e os testes não foram poucos... Agora vocês entendem o rocambole de talos? A sorte é que o bandido se mostrou promissor desde a primeira vez, e a calda de chocolate com cara de desenho animado, foi um caso à parte!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Trufa de chocolate e cerveja ALE, pra gente grande comer de colher, enrolar e até passar no pão!


Cerveja, açúcar e chocolate.
Apenas três ingredientes e menos de cinco minutos de preparo. Boa dica de sobremesa rápida ou de presente para amigos cervejeiros!

Aproveitei que tinha em casa a deliciosa IPA cumaru para preparar mais uma receita de chocolate que não leva manteiga ou creme de leite, do meu queridinho Paul A. Young - antes de morrer tenho de conhecer a loja desse cara!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Salada de abobrinha na chapa, com molho tahine [comeria todos os dias]

 

Gosto de usar óleo de coco para untar formas de bolo e a máquina de waffles, porque ele aguenta bem o calor e ainda deixa um perfume delicioso no ar. Também gosto de usá-lo para fazer refogados, panquecas e bolinhos, na frigideira, mas acho que não sei cozinhar sem azeite... E sem tahine! Essa pasta de gergelim é uma beleza; faz bolos, cookies, trufas e um molho que é perfeito para acompanhar salada ou carne -  e tem alguém que come até de colher...

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Tortillas de milho [milho verde e farinha de milho]



comentei que ainda não me organizei para fazer a tradicional tortilla de milho, mas esta de hoje foi a que chegou mais perto dela, tanto pelo visual quanto pelo gosto. Fiquei orgulhosa, exibida e louca para prepará-las novamente, confesso!

Essa prensa linda foi presente de um amigo muito especial, e veio diretamente do México. Se não tiver uma dessas, improvise fazendo pressão sobre uma tábua, ou usando um rolo de massa. Ou, ainda, encomende uma de madeira (dica da Neide Rigo). Só não cometa o erro de fazer uma só receita para duas pessoas comilonas; depois de cada um comer as suas quatro tortillas, ainda restava um bom tanto dessa deliciosa salada e de queijo de coalho dourado na chapa. A solução foi aquecer, em uma das bocas do fogão, um pão sírio congelado...



segunda-feira, 28 de julho de 2014

Rocambole de agrião com recheio de grão de bico [coberto com molho tahine]


Adoro usar talos de coentro e salsinha para preparar bolinhos, porque eles sempre estão lá quando as folhas já se foram, e além do sabor, acrescentam textura à massa. Para esse rocambole, processei talos de agrião, então ainda ganhei uma massa verde, para contrastar com o colorido do recheio.

Uma alternativa de recheio seria salada de tomate e queijo de cabra, temperados com azeite, sal e folhas de manjericão. Também poderia fazer uma versão quente, se tivesse ralado um queijo meia cura  sobre a massa já assada; depois bastaria voltar a assadeira ao forno por um minuto, para que ele derretesse, então enrolar o rocambole e voltá-lo ao forno, só para que aquecesse antes de ir para a mesa! O céu é o limite, o negócio é aproveitar o que tem na geladeira!

Para o molho, usei tomates maduros frescos, ralados e temperados com alho espremido, sal, orégano e azeite; apenas deixe-o sobre uma peneira por alguns minutos, para que o excesso de água escorra. E não jogue fora esse "suco" que escorrer; fica lindo como aperitivo, servido em copinhos de cachaça!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Nachos de farinha de milho e polvilho doce



Não sei se foi o suculento taco adobado que comemos na incrível Taquería la Sabrosa, a vontade de me esquentar com um prato de sopa mexicana com pão de milho ou o chilli da Patricia, mas quando vi que tinha abacate, cebola roxa, tomate, limão, pimentas e coentro, não pensei duas vezes no rumo que iria tomar.

Já preparei tortillas com uma mistura de farinhas de milho e trigo, só com farinha de milho e com uma masa pronta, própria para tortillas; basta misturar água, fazer uma bolinha, abri-la em uma prensa e colocá-la sobre uma chapa bem quente. Ainda não tive coragem de prepará-la do zero, a partir de milho cozido com cal (milho nixtamalizado), mas a Neide Rigo testou tudo aqui. Tortillas prontas podem virar nachos, se forem cortadas e fritas, mas como odeio fazer fritura, acabo pincelando-as com óleo ou azeite e levando os triangulozinhos ao forno.

Desta vez resolvi mudar tudo; preparei crepes feitos à base de farinha de milho e polvilho doce, para fazerem as vezes de tortilla, depois cortei cada uma em quatro pedaços e levei-os ao forno para que endurecessem. Se quiser tacos, deixe-os no forno por menos tempo, apenas para que sequem um pouco e peguem aquele formato de barquinha; para nachos, aqueles com cara de "doritos", espere que fiquem firmes, mas não queimados. Modéstia a parte, mas ficaram show!

domingo, 13 de julho de 2014

Salada de erva doce assada com zaatar [com tâmaras, nozes e mel de laranjeira]


Para quem gosta de doce com salgado, esse é um prato bem interessante! Tem todo o perfume da erva doce, o tempero forte do zaatar, a doçura da tâmara, a crocância da noz e o brilho do mel. Aconteceu sem querer, uma coisa foi puxando a outra, mas posso dizer que é uma salada para esse tempinho frio, e pretendo repeti-la muitas vezes!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Pão de milho e farinha de centeio [casquinha crocante - miolo macio e úmido]


Se você estiver querendo "botar a mão na massa", batê-la contra a pia, fazer barulho e sovar aquela massa grande e pesada até seus braços ficarem dormentes, você veio ao lugar certo!

Como suspeito que poucos loucos estarão dispostos a essa empreitada, sugiro que use a sanidade e a batedeira, ou ao menos divida a massa ao meio para sová-la, mas não deixe de preparar esse pão de casca grossa e crocante, miolo úmido e macio, com um delicado perfume de milho.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Sopa de tomate [para tomar fria ou quente]


Não me lembro exatamente quando isso começou, mas tomando pelas prateleiras dos supermercados, todos nós aderimos à praticidade das latas de tomate pelado. Além daquele molho rápido, dá para fazer essa sopa, que é gostosa bem quente ou à temperatura ambiente, ótima com um simples queijo quente no pão sírio, ou um sanduíche de mussarela de búfala e folhas de manjericão, feito em um pão de azeitonas pretas, com um bello fio de azeite...

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Conserva de legumes grelhados [um ótimo molho para massas recheadas]

 
Com lindas fotos e histórias de viajar no tempo, contadas por uma nonna, esse é o tipo do livro que me faz ficar com vontade de cozinhar. No capítulo In dispensa ela fala sobre o porquê de se fazer conservas, e da alegria que sentia, quando pequena, ao abrir a despensa, durante o inverno, e vê-la recheada de tesouros. Conta como as donas de casa tinham trabalho durante o verão para conservar os sabores da horta; que ervas, tomates e cogumelos podiam ser secos ao sol, sobre uma grade, assim como figos e pêssegos. Outras frutas eram colocadas em potes e cobertas com grappa, álcool, licor caseiro ou mesmo um simples vinagre de vinho; mas a grande parte delas virava geleias e doces, também para conserva. As verduras excedentes, por sua vez,  eram conservadas na salmoura; as conservas em azeite, como esta que eu fiz hoje, eram para os poucos que podiam se dar ao luxo. De uma forma ou de outra, o importante era ferver as verduras com água e vinagre, ou vinho e vinagre, para que se conservassem por mais tempo.

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