O fofo do meu cunhado viajou pelo Alaska durante um mês, e além de histórias incríveis trouxe alguns presentinhos na bagagem, como a Ulu knife. Logo que olhei para a sua carinha, que me lembrava uma mezzaluna pequenina, tive de apanhar um punhados de coisas da geladeira da minha mãe e sair picando tudo! Ela vem acompanhada de uma linda tábua de madeira com um designer côncavo que permite todos os movimentos de forma rápida e delicada. Estou apaixonada; não é que o bandido acertou na mosca!
Descobri que essa faca é tradicionalmente usada por mulheres, e não apenas para cortar alimentos, mas também para tirar a pele de animais, cortar cabelo e até dar acabamento a pedras para iglus! ***olhos arregalados e neurônios trabalhando*** Humm, interessante, quanto ao iglu a faca será subutilizada, mas bem que o cabelo do Ebraim está precisando de um corte...
Achei legal mostrar os utensílios mencionados no último post:
Há algum tempo ganhei essa pedra do meu pai; recentemente ele me deu também a pá para auxiliar no manuseio de pães e pizzas. Agora as coisas estão começando a ficar boas... Obrigada, pai!!!
Quando falei para o Ebraim que faria banana com crosta de caramelo como sobremesa na casa de um casal de amigos ele torceu o nariz; achou muito simples... Não me abalei e juntei os ingredientes da banana aos da pizza, que também faria. Dito e feito, mais tarde ele acabou pedindo desculpas pela desconfiança, pois a sobremesa ficou leve e maravilhosa, fechando muito bem o jantar.
É a melhor sobremesa de última hora, pois, além de ser rápida, pode ser feita com quase todas as frutas e requer apenas açúcar a fogo. Se tiver um creme batido ou sorvete para acompanhar, ótimo; do contrário, disponha algumas folhas de manjericão, alecrim, tomilho e hortelã para que os convidados descubram as melhores combinações... Outro sucesso e diversão comprovadamente garantidos!
Corte a banana ao meio sem retirar a casca e asse-a rapidamente, com uma leve camada de açúcar demerara por cima. Assim que ficar quente e macia, retire-a do forno e cubra-a com outra camada de açúcar demerara. Transfira-a para o prato em que será servida e mande ver com o maçarico; aproveite, essa é a melhor parte!!! Se não tiver esse utensílio, coloque a banana com a camada de açúcar no forno bem quente até que se forme um caramelo. Quem tiver, pode finalizar com o grill do forno.Quando faço frutas diversas da banana prefiro uma frigideira ao forno;, pois assim posso controlar exatamente o tempo em que cada uma fica pronta. Para tanto, penas corto a fruta desejada ao meio e coloco-a com a carne virada para a frigideira, sem o açúcar, por alguns minutos, até que fique quente e um pouco dourada. Depois, sigo o mesmo processo da banana.
Nem sempre tenho saco, mas quando quero um visual perfeito disponho uma camada de açúcar em um prato e pressiono as frutas contra este para que a camada fique uniforme a cubra toda a fruta, o que não ocorre quando o açúcar é salpicado. De qualquer forma, sempre fica lindo e saboroso.
As fotos que estou postando foram tiradas em casa, nos dias seguintes, atendendo a pedidos fervorosos...
PS: Preciso dizer que o maçarico foi presente do tio Mauro?!? Rs...
Quando não quero correr o risco de desagradar o Ebraim faço algum prato com shitake; desde que não coloque molho branco, a aceitação será garantida! Por esse motivo, sempre que vou à Liberdade compro um saco enorme de shitakes secos e saio à procura de novidades gastronômicas...
Desde que o tio Mauro me trouxe a batedeira dos sonhos
e seus acessórios, morro de vontade de usar o súper moedor de carne; entretanto, como esse é um item
inexistente em casa comecei a procurar receitas para tentar adaptá-las com outros ingredientes... O shitake foi o primeiro que me veio em mente, pois a idéia de colocar peixe no moedor não me agradou nem um pouco...
Encontrei uma tentadora receita de almôndegas no Livro Essencial dos Aperitivos e substitui a carne pelos cogumelos; apesar de gostosas as almôndegas de shitake não foram rotuladas como “receita definitiva”. Tempos depois, bisbilhotando um blog que adoro, encontrei exatamente a receita que procurava. Muito mais habilidosa do que eu, a Ana adicionou louro aos temperos e compensou a falta da gordura da carne com cubinhos de manteiga gelada... PERFEITO!!!
Na receita da Ana são usados cogumelos variados e frescos, picados ou processados. Como queria usar o moedor, não preciso dizer que pulei essa parte e aproveitei para moer outros ingredientes; depois que você começa a empurrar ingredientes no moedor é difícil parar! Gostei TANTO dessa história que pedi para o Ebraim filmar o processo:
Servi as almôndegas acompanhadas de molho de pimentões e salada. Vou postar a receita do modo que a preparei, mas vocês podem conferir a receita da Ana e seu delicioso texto nesse post.
Almôndegas de shitake
- 1 cebola
- 1 folha de louro
- 2 colher (sopa) azeite de oliva extra virgem
- 2 dentes de alho
- 100g de shitake seco
- 1/2 xícara pão amanhecido despedaçado
- 1/2 xícara leite
- 1 ovo grande
- 1/3 xícara de queijo parmesão ralado na hora
- ramos de tomilho fresco
- 2 colheres (sopa) de manteiga bem gelada em cubinhos de 0,5 cm
- farinha de rosca, se necessário
- 1 colher (chá) rasa de sal (não adicionei)
- pimenta-do-reino moída na hora, a gosto
- 1 fio de azeite para fritar as almôndegas
Hidrate os cogumelos em água quente e esprema-os. Para ter uma noção de proporção pesei-os após esse processo e obtive 280g; como a receita da Ana pede 350g cogumelos frescos creio que posso adicionar um pouco mais da próxima vez.
Muito ansiosa para usar o meu moedor novo, facilitei bastante o processo e coloquei o shitake, a cebola e o alho para serem moídos juntos. Aqueci um pouco de azeite em uma frigideira grande, adicionei o louro e o shitake moído e refoguei até que não saísse mais vapor. Transferi a mistura para uma tigela, retirei a folha de louro e deixei que resfriasse um pouco.
Em uma tigela pequena, pique o pão em pequenos pedaços e cubra com o leite; deixe descansar por 5 minutos e esprema-o bem. Descarte o leite e adicione o pão à mistura juntamente com o parmesão, as folhas de tomilho, a pimenta-do-reino e o sal (se achar que este é necessário); acrescente o ovo batido e misture tudo até que o resultado fique homogêneo.
Por fim, junte a manteiga gelada e, se o resultado for muito molenga, acrescente farinha de rosca até firmar. Usei um punhado de uma farinha de rosca bem granulada, que ganhei do tio Mauro.
Molhe as mãos em água fria e forme bolinhas de 5cm de diâmetro; frite-as em uma frigideira ante-aderente com um fio de azeite até que fiquem douradinhas. A Ana obteve cerca de 18-20 almôndegas; eu não contei o rendimento.
Molho de pimentões e pimenta (adaptação do m'hammara)
- 3 pimentões vermelhos
- 3 pimentas dedo de moça
- 1/2 xícara de pignoli
- 3 dentes de alho (pequenos)
- 3 colheres de sopa de azeite
- 3 colheres de tahine
- sal a gosto
- noz moscada ralada a gosto
Assar os pimentões e as pimentas em uma grelha, sobre o fogo, até que a pele fique queimada; transfira-os para uma tigela e feche-a com papel filme. Esse processo facilita a etapa seguinte, da retirada da pele. Sempre leio para colocá-los em um saco, mas essa idéia não me agrada... Depois de pelá-los e retirar as sementes, leve-os ao liquidificador com os outros ingredientes. Esse molho vira uma bela sopa se adicionarmos molho de tomate e caldo de legumes!
Desde que comecei a me dedicar à culinária tenho vontade de ter um blog para poder compartilhar as minhas experiências e meu amor pela gastronomia. Hoje, após ganhar um presente que há muito desejava, decidi implementar a ideia... Fui surpreendida por um lindo passe-vite, recém trazido da Itália pelo meu querido tio Mauro. Ocorre que desde que decidi mergulhar de corpo e alma no mundo da gastronomia tenho comprado muitos livros, e a maioria traz receitas em que esse passador de legumes, como é conhecido no Brasil, é recomendado. Os chefs consideram esse acessório essencial para a preparação de purês; ele também confere uma textura profissional para calda de frutas, geléias e sopas, sem falar da praticidade na preparação de molho de tomate, já que o suco passa deixando a pele e as sementes na peneira.
Ele deve ser apoiado em uma panela ou tigela, para que o resultado, após a passagem pela peneira, seja recolhido. Temia um pouco pela limpeza... Tenho de confessar que depois que comprei a centrífuga de frutas penso muito antes de comprar algum utensílio, mas este não deu trabalho algum, já que é todo de inox e totalmente desmontável.
Esse foi o resultado com batatas; apenas lavei bem as benditas, cozinhei-as até ficarem macias e as passei pelo passe-vite, com casca e tudo. É claro que tenho uma receita muito especial em mente, mas não poderia dormir sem testá-lo. Também não resta dúvida de que o Ebraim temperou e degustou as mesmas; mas, segundo ele, foi meramente profissional...
Bem, o que dizer del passatutto... Perfecto!!!
Tio, muito obrigada pelo presente, pelo apoio e pelo incentivo.
Como o meu novo xodó solamente parla italiano, benvenuti e bom apetite!!!