quarta-feira, 23 de julho de 2014

Nachos de farinha de milho e polvilho doce



Não sei se foi o suculento taco adobado que comemos na incrível Taquería la Sabrosa, a vontade de me esquentar com um prato de sopa mexicana com pão de milho ou o chilli da Patricia, mas quando vi que tinha abacate, cebola roxa, tomate, limão, pimentas e coentro, não pensei duas vezes no rumo que iria tomar.

Já preparei tortillas com uma mistura de farinhas de milho e trigo, só com farinha de milho e com uma masa pronta, própria para tortillas; basta misturar água, fazer uma bolinha, abri-la em uma prensa e colocá-la sobre uma chapa bem quente. Ainda não tive coragem de prepará-la do zero, a partir de milho cozido com cal (milho nixtamalizado), mas a Neide Rigo testou tudo aqui. Tortillas prontas podem virar nachos, se forem cortadas e fritas, mas como odeio fazer fritura, acabo pincelando-as com óleo ou azeite e levando os triangulozinhos ao forno.

Desta vez resolvi mudar tudo; preparei crepes feitos à base de farinha de milho e polvilho doce, para fazerem as vezes de tortilla, depois cortei cada uma em quatro pedaços e levei-os ao forno para que endurecessem. Se quiser tacos, deixe-os no forno por menos tempo, apenas para que sequem um pouco e peguem aquele formato de barquinha; para nachos, aqueles com cara de "doritos", espere que fiquem firmes, mas não queimados. Modéstia a parte, mas ficaram show!

domingo, 13 de julho de 2014

Salada de erva doce assada com zaatar [com tâmaras, nozes e mel de laranjeira]


Para quem gosta de doce com salgado, esse é um prato bem interessante! Tem todo o perfume da erva doce, o tempero forte do zaatar, a doçura da tâmara, a crocância da noz e o brilho do mel. Aconteceu sem querer, uma coisa foi puxando a outra, mas posso dizer que é uma salada para esse tempinho frio, e pretendo repeti-la muitas vezes!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Chocolate quente asteca (sem leite)



Eu me refestelei, e o Ebraim, que não gosta nem de pensar em chocolate quente (justamente por causa do leite), adorou! Mais um acerto do Sr. Paul, ao lado das várias trufas da  cobertura de chocolate, que parecia de desenho animado.

Só que nós dois não resistimos e fizemos uma pequena "correção" no teor alcoólico, deixando a bebida com um ar mais adulto. Acho que é o tipo de receita que você pode usar como base para colocar o que mais gosta, seja uma colherzinha de conhaque ou café forte, ou quem sabe uns quadradinhos de chocolate no fundo da xícara, para misturar com uma colher enquanto bebe, ou ainda um pedaço em formato de uma barra comprida e fina, saindo para fora da xícara, como um submarino...

sábado, 5 de julho de 2014

Torradas de abóbora e parmesão [no pão de milho e centeio]

Primeiro a textura sedosa do purê de abóbora, então a crocância do pão, um salgadinho do queijo, a doçura do azeite e uma delicada lembrança de que o alho esteve por ali. Não se deixe enganar pela aparente simplicidade dessa torradinha; ela é absolutamente surpreendente!


Pode ser o almoço de um dia quente, junto com uma salada de radicchio, ou aperitivo para um encontro com os amigos. Neste caso, para que os pães não fiquem úmidos, leve à mesa o purê, em um potinho, acompanhado das fatias de pão levemente torradas e "rabiscadas" com alho, e um bom naco de queijo - para que cada um tenha o prazer de passá-lo contra o ralador! Para finalizar, um bom azeite frutado, o moedor de pimenta do reino e o de sal.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Pão de milho e farinha de centeio [casquinha crocante - miolo macio e úmido]


Se você estiver querendo "botar a mão na massa", batê-la contra a pia, fazer barulho e sovar aquela massa grande e pesada até seus braços ficarem dormentes, você veio ao lugar certo!

Como suspeito que poucos loucos estarão dispostos a essa empreitada, sugiro que use a sanidade e a batedeira, ou ao menos divida a massa ao meio para sová-la, mas não deixe de preparar esse pão de casca grossa e crocante, miolo úmido e macio, com um delicado perfume de milho.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Sopa de tomate [para tomar fria ou quente]


Não me lembro exatamente quando isso começou, mas tomando pelas prateleiras dos supermercados, todos nós aderimos à praticidade das latas de tomate pelado. Além daquele molho rápido, dá para fazer essa sopa, que é gostosa bem quente ou à temperatura ambiente, ótima com um simples queijo quente no pão sírio, ou um sanduíche de mussarela de búfala e folhas de manjericão, feito em um pão de azeitonas pretas, com um bello fio de azeite...

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Conserva de legumes grelhados [um ótimo molho para massas recheadas]

 
Com lindas fotos e histórias de viajar no tempo, contadas por uma nonna, esse é o tipo do livro que me faz ficar com vontade de cozinhar. No capítulo In dispensa ela fala sobre o porquê de se fazer conservas, e da alegria que sentia, quando pequena, ao abrir a despensa, durante o inverno, e vê-la recheada de tesouros. Conta como as donas de casa tinham trabalho durante o verão para conservar os sabores da horta; que ervas, tomates e cogumelos podiam ser secos ao sol, sobre uma grade, assim como figos e pêssegos. Outras frutas eram colocadas em potes e cobertas com grappa, álcool, licor caseiro ou mesmo um simples vinagre de vinho; mas a grande parte delas virava geleias e doces, também para conserva. As verduras excedentes, por sua vez,  eram conservadas na salmoura; as conservas em azeite, como esta que eu fiz hoje, eram para os poucos que podiam se dar ao luxo. De uma forma ou de outra, o importante era ferver as verduras com água e vinagre, ou vinho e vinagre, para que se conservassem por mais tempo.

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