bruschette ai funghi
gran cacciucco
torta di noci
Esse foi o menu que montei para o
Inter Blogs do Edu; confortável, intenso e rico em sabores, com patente influência italiana.
Além de torturador implacável
- sim, pois ele manda um e-mail falando que já preparou a compota e que acompanha diariamente a sua evolução, e você não tem compota alguma no armário(!!!); depois manda uma foto do prato pronto, e por ai vai... - o Edu é absolutamente organizado e determinado; uma pessoa engraçada, educada, simples e genuína, da qual todos se sentem amigos de longa data. Vale a pena conferir os demais
IB, assim como os posts sobre viagens, as dicas de restaurante, os encontros gastronômicos e os demais jantares que apronta, sempre na companhia da Dé e de outros comensais, que no dia do meu IB, literalmente, colocaram a mão na massa; gostei de ver!

Este foi o bolo de nozes que indiquei para o Edu finalizar o nosso jantar. Por não ter cobertura ou ser banhado com nenhuma calda, exibe notas muito harmônicas e delicadas, mas não se engane; como bem ressaltou Marcella Hazan, é extremamente concentrado e com alto poder de satisfação, perfeito para acompanhar uma xícara de chá, ao final da tarde, ou ser servido com uma bola de
sorvete de gianduia, ou, ainda, uma colherada de creme de leite fresco ligeiramente batido com um pouco de açúcar, para fechar com glória um jantar, como fez o
Edu.
Facilidade para alguns, maldição para outros; este bolo não só permite como pede uma preparação prévia pois, assim como o de
avelãs, ficou muito mais saboroso depois de 48 horas, e agora só o sirvo após esse tempo mínimo de cura.
Bolo de nozes
do livro
Fundamentos da Cozinha Clássica Italiana, da Marcella Hazan
rendimento: 8 pessoas
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230g de nozes sem casca;
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2/3 xícara de açúcar cristal - usei orgânico;
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8 colheres (sopa) de manteiga sem sal, à temperatura ambiente;
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1 ovo orgânico;
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2 colheres (sopa) de rum -
já fiz com whisky e ficou ótimo!
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raspas da casca de um limão orgânico;
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1 1/2 colher (chá) de fermento químico em pó e
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1 xícara de farinha de trigo - usei orgânica.
1. Preaqueça o forno a 180ºC (a receita pedia a 165ºC). Espalhe as nozes sobre uma assadeira grande e torre-as até que comecem a exalar seu delicioso aroma, e que, ao serem mordidas, tenham um sabor ainda mais pujante.
2. Mantenha o forno aceso e transfira as nozes para um pilão grande junto com uma colher (sopa) de açúcar, e soque até que elas fiquem bem reduzidas, sem a pretensão de que se transformem em uma farinha. A autora indica o uso de processador (função "pulsar"), mas eu prefiro fazer à mão.
3. Separe uma colher (sopa) de manteiga para untar a forma, e coloque as sete restantes junto com o açúcar, na batedeira, e bata até adquirir uma consistência cremosa; aqui também a autora indica o uso do processador. Adicione o ovo, o rum, as raspas de limão e bata até que a massa fique homogênea.
4. Tire a tigela da batedeira, ou transfira a massa do processador para uma igela grande, se estiver usando-o, e acrescente as nozes, incorporando-as com uma espátula. Passe a farinha e o fermento por uma peneira, e vá incorporando-o, aos poucos, até obter uma massa uniforme e compacta.
5. Unte uma forma de aro removível de aproximadamente 20 cm de diâmetro, com a colher restante de manteiga e um pouco de farinha de trigo; vire a forma sobre a pia e bata levemente, para que saia o excesso de farinha. Coloque a massa e nivele-a com uma espátula.
6. Leve a assadeira à grade superior do forno; e asse-o por aproximadamente 45 minutos, ou até que, ao ser perfurado no centro, com um palito, este saia limpo.
7. Retire o bolo do forno e coloque a forma sobre uma grade. Depois que esfriar completamente, armazene-o bem fechado, por, no mínimo, dois dias, para que seu sabor fique mais potente, apesar de achar que o clímax se dá após uma semana, pelo menos nos dias mais frios. A autora, por sua vez, indica que se destrave o aro quando o bolo sair do forno, mas que só se desenforme quando esfriar um pouco mais; ademais, indica que seja servido, no mínimo, depois de quatro horas da sua preparação, para que o sabor esteja apurado.
8. Para servir, polvilhe açúcar de confeiteiro, que confere um toque pontual de açúcar.