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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Bolo cannoli



Inspirado nos irresistíveis cannoli, esse bolo leva ricota, especiarias, raspas de cítricos, chocolate, castanhas e vinho italiano. É súper fácil de fazer, assa que é uma maravilha, e fica ainda melhor nos dias seguintes - não pense duas vezes se precisar prepará-lo com antecedência!

Eu diria que é um bolo bem versátil; troque o tipo da castanha ou da bebida, a ricota por um iogurte denso, o chocolate por passas hidratadas, ou adicione uma pitadinha de erva doce (e chame-o de bolo crostoli), mas faça essa maravilha!

Para aproveitar a ricota que sobrou preparei um creminho que ficou muito delicado - tive de escondê-lo de mim mesma para não devorar tudo antes do bolo ficar pronto! Quem quiser fazer uma apresentação especial pode dobrar a quantidade para usar o creme como cobertura e finalizar com algumas castanhas quebradas. Lindeza com cara de coisa da Patrícia...

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Bolo de fubá com farinha de arroz castanho (sem leite e sem farinha de trigo - ainda testando novas farinhas...)

 

Aquele tipo de bolo perigoso, leve e perfumado, perfeito para ser beliscado enquanto se beberica algo quente ao lado da lareira, e um charme como sobremesa, acompanhado de goiabada cremosa...

Graças à farinha de arroz castanho, o bolo focou moreninho e com um ar mais sério, mas sem nenhum sabor estranho por não ter sido feito com farinha de trigo. Na verdade, até quem diz não gostar de bolo de fubá comeu -e repetiu! Gosto de assar meus bolos, principalmente os que levam farinha integral, a uma temperatura baixa, por mais tempo; sinto que ficam bem assados e com um sabor muito mais complexo!

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Bolo de agrião com cobertura de chocolate: em busca do bolo verde perfeito!

 

Meses atrás, cismei que tinha de fazer um bolo verde, mas nenhuma receita que vi me pareceu certeira. Apesar de todas levarem praticamente os mesmos ingredientes, as quantidades eram muito diferentes, e os testes não foram poucos... Agora vocês entendem o rocambole de talos? A sorte é que o bandido se mostrou promissor desde a primeira vez, e a calda de chocolate com cara de desenho animado, foi um caso à parte!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Bolo de cenoura com cobertura de chocolate, coco e laranja


Preparei-o em uma sexta-feira à noite, para servi-lo no dia seguinte, na casa de amigos. Usei a desculpa de haver uma criança entre tantos adultos para preparar um bolo de cenoura com cobertura densa, que se assemelha a um brigadeiro, mas é equilibrada pelo chocolate com alto teor de cacau e pela manteiga salgada. É claro que o pequeno fez o que todos queriam, e antes mesmo que os desesperados pais pudessem detê-lo, passou seu indicador pela cobertura, em um movimento rápido e certeiro, e levou-o a boca... Aprovado!

sábado, 1 de junho de 2013

Bolo de abóbora com cobertura de água de rosas, nozes e tâmaras


Algo muito importante que aprendi arriscando preparações com farinha integral foi que ela NÃO pode ser processada, ou o bolo ficará com uma textura ruim, meio pudinzenta, como se não tivesse assado corretamente.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

80 anos de um "foolish heart"


 Que música é essa que o senhor está cantarolando, vô?
 Estou tentando, mas não consigo me lembrar...
 Se o senhor souber o nome, podemos procurar na internet.
 Sabe, ontem eu tive um sonho daqueles... Tudo perfeito, a casa, as pessoas, a tia Lola...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Coxinha e um bolo de tâmaras e gengibre com cobertura de doce de leite - UPDATED



Estava muito acostumada com a passarinha gorducha que vinha me visitar, a ponto de, em dias de hormônios desenfreados, derramar lágrimas ao informar para o Ebraim que não poderíamos nos mudar nunca; quem cuidaria dos pobres passarinhos fadados a essa selva de pedras??? OK, podem rir...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Bolo de chocolate com limão cravo, água de rosas e morangos


Para transformar um tradicional bolo de chocolate, forte e úmido, daqueles que carimba os lábios e exibe o contorno dos dentes após receber uma mordida, basta levá-lo à geladeira por algumas horas, para que sua textura fofa ganhe ares de mousse, depois regá-lo, delicadamente, com algumas gotas de água-de-rosas, coroá-lo com ligeiras raspas de limão-cravo e ofertar-lhe morangos maduros.



Bolo de chocolate com limão cravo, água de rosas e morangos
do TK

- 1 2/3 xícara (233g) de farinha de trigo;
- 2/3 xícara (60g) de cacau em pó de qualidade, mais um pouco para polvilhar a assadeira;
- ¾ colher (chá) de bicarbonato de sódio;
- ½ colher (chá) de sal;
- 1 ½ xícaras (300g) de açúcar refinado;
- ¾ xícara (170g) de manteiga sem sal à temperatura ambiente;
- 2 ovos orgânicos grandes;
- 1 colher (chá) de extrato de baunilha;
- 1 xícara (240ml) de água quente;

- raspas de limão cravo orgânico;
- água de rosas e
- morangos orgânicos maduros.

1. Pré-aqueça o forno a 180°C. Unte com manteiga e cacau em pó uma forma de metal retangular (aproximadamente 22x32x5cm)*.
2. Em uma tigela média, peneire a farinha, o cacau em pó, o bicarbonato e o sal. Reserve.
3. Na tigela grande da batedeira, bata o açúcar e a manteiga até obter um creme claro e fofo. Junte os ovos, um a um, batendo bem a cada adição. Acrescente a baunilha e bata por mais alguns segundos. Diminua a velocidade para adicionar os ingredientes secos sem perder o volume da massa.
4. Adicione metade dos ingredientes secos, seguidos pela água quente e pelo restante dos ingredientes secos. Bata apenas até homogeneizar.
5. Despeje a massa na forma preparada e asse até que o bolo cresça, entre 25 e 30 minutos; para saber se está pronto, faça o teste do palito, se ao ser inserido no meio do bolo, sair limpo, é porque está assado.
6. Deixe esfriar na forma sobre uma grade. Por ser um bolo úmido, não dura mais de seis dias fora da geladeira; como sabia que não o comeríamos antes disso, coloquei-o na geladeira depois que esfriou, e sua textura fofa ganhou ares de mousse.

* a Patrícia usou uma forma de 20x30cm; assei-o em quatro forminhas de 17cm de diâmetro.


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Bolo de nozes e minha participação no INTER BLOGS

 


bruschette ai funghi
gran cacciucco
torta di noci


Esse foi o menu que montei para o Inter Blogs do Edu; confortável, intenso e rico em sabores, com patente influência italiana.

Além de torturador implacável - sim, pois ele manda um e-mail falando que já preparou a compota e que acompanha diariamente a sua evolução, e você não tem compota alguma no armário(!!!); depois manda uma foto do prato pronto, e por ai vai... - o Edu é absolutamente organizado e determinado; uma pessoa engraçada, educada, simples e genuína, da qual todos se sentem amigos de longa data. Vale a pena conferir os demais IB, assim como os posts sobre viagens, as dicas de restaurante, os encontros gastronômicos e os demais jantares que apronta, sempre na companhia da Dé e de outros comensais, que no dia do meu IB, literalmente, colocaram a mão na massa; gostei de ver!



Este foi o bolo de nozes que indiquei para o Edu finalizar o nosso jantar. Por não ter cobertura ou ser banhado com nenhuma calda, exibe notas muito harmônicas e delicadas, mas não se engane; como bem ressaltou Marcella Hazan, é extremamente concentrado e com alto poder de satisfação, perfeito para acompanhar uma xícara de chá, ao final da tarde, ou ser servido com uma bola de sorvete de gianduia, ou, ainda, uma colherada de creme de leite fresco ligeiramente batido com um pouco de açúcar, para fechar com glória um jantar, como fez o Edu.

Facilidade para alguns, maldição para outros; este bolo não só permite como pede uma preparação prévia pois, assim como o de avelãs, ficou muito mais saboroso depois de 48 horas, e agora só o sirvo após esse tempo mínimo de cura.


Bolo de nozes
do livro Fundamentos da Cozinha Clássica Italiana, da Marcella Hazan
rendimento: 8 pessoas

- 230g de nozes sem casca;
- 2/3 xícara de açúcar cristal - usei orgânico;
- 8 colheres (sopa) de manteiga sem sal, à temperatura ambiente;
- 1 ovo orgânico;
- 2 colheres (sopa) de rum - já fiz com whisky e ficou ótimo!
- raspas da casca de um limão orgânico;
- 1 1/2 colher (chá) de fermento químico em pó e
- 1 xícara de farinha de trigo - usei orgânica.

1. Preaqueça o forno a 180ºC (a receita pedia a 165ºC). Espalhe as nozes sobre uma assadeira grande e torre-as até que comecem a exalar seu delicioso aroma, e que, ao serem mordidas, tenham um sabor ainda mais pujante.
2. Mantenha o forno aceso e transfira as nozes para um pilão grande junto com uma colher (sopa) de açúcar, e soque até que elas fiquem bem reduzidas, sem a pretensão de que se transformem em uma farinha. A autora indica o uso de processador (função "pulsar"), mas eu prefiro fazer à mão.
3. Separe uma colher (sopa) de manteiga para untar a forma, e coloque as sete restantes junto com o açúcar, na batedeira, e bata até adquirir uma consistência cremosa; aqui também a autora indica o uso do processador. Adicione o ovo, o rum, as raspas de limão e bata até que a massa fique homogênea.
4. Tire a tigela da batedeira, ou transfira a massa do processador para uma igela grande, se estiver usando-o, e acrescente as nozes, incorporando-as com uma espátula. Passe a farinha e o fermento por uma peneira, e vá incorporando-o, aos poucos, até obter uma massa uniforme e compacta.
5. Unte uma forma de aro removível de aproximadamente 20 cm de diâmetro, com a colher restante de manteiga e um pouco de farinha de trigo; vire a forma sobre a pia e bata levemente, para que saia o excesso de farinha. Coloque a massa e nivele-a com uma espátula.
6. Leve a assadeira à grade superior do forno; e asse-o por aproximadamente 45 minutos, ou até que, ao ser perfurado no centro, com um palito, este saia limpo.
7. Retire o bolo do forno e coloque a forma sobre uma grade. Depois que esfriar completamente, armazene-o bem fechado, por, no mínimo, dois dias, para que seu sabor fique mais potente, apesar de achar que o clímax se dá após uma semana, pelo menos nos dias mais frios. A autora, por sua vez,  indica que se destrave o aro quando o bolo sair do forno, mas que só se desenforme quando esfriar um pouco mais; ademais, indica que seja servido, no mínimo, depois de quatro horas da sua preparação, para que o sabor esteja apurado.
8. Para servir, polvilhe açúcar de confeiteiro, que confere um toque pontual de açúcar.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Pamonha de forno e Pão integral recheado para a festa junina do sítio


A desculpa da festa junina no sítio foi perfeita para preparar essa pamonha de forno; em casa não tem graça porque o Ebraim abomina TODOS os doces a base de milho, enquanto eu sou absolutamente viciada em pamonha, curau e sorvete de milho, sem falar do bolo de fubá com queijo curado, do qual ele não pode nem sentir o cheiro...

Enquanto assava, o aroma tomou conta da casa e o resultado não foi nada menos do que eu esperava; provei-a quente, recém saída do forno, e sua textura ainda esperava para se firmar completamente, mas o sabor era genuíno, e os pedacinhos de milho, resultantes da desculpa esfarrapada de "falta de tempo para bater mais", foram providenciais!

Para acompanhar, fiz esse pão recheado; dobrei a receita e preparei-o na sexta para servi-lo no sábado. Um argentino muito simpático, amigo do meu avô, que costumava pegar carona no seu charmoso packard, comeu duas fatias enormes, uma após a outra!


PAMONHA DE FORNO
da Lu Beterson

- 4 xícaras (chá) de milho verde orgânico fresco - cada espiga corresponde, aproximadamente, a uma xícara, mas tenha à mão uma espiga extra, por precaução;
- 1 ½ xícara (chá) de açúcar cristal orgânico;
- 2 xícara (chá) de leite integral orgânico;
- 2 ovos orgânicos - usei grandes;
- 4 colher (sopa) de maisena;
- 1 colher (sopa) de fermento químico;
- 50g de manteiga sem sal e
- 1 pitada de sal marinho.

1. Pré-aqueça o forno a 180ºC e unte uma forma retangular com manteiga. Usei uma de 34x22x6cm e minha pamonha ficou baixinha, como se vê na foto; se quiser uma mais alta, use uma assadeira com dimensões menores.
2. Bata todos os ingredientes no liquidificador por alguns minutos, até formar uma massa. Quanto mais tempo bater, mais lisa será a pamonha, pois terá menos pedacinhos de milho; não bati muito a minha e adorei o visu mais roots.
3. Despeje a massa na forma e leve-a ao forno por aproximadamente 45 minutos, ou até que a superfície esteja levemente dourada, e que um palito, ao ser inserido no meio da pamonha, saia limpo. Precisei de alguns minutos mais.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Bolo de iogurte, morango e banana, feito com manteiga "queimada"


Fora as insinuantes fatias de morango, o fato de levar iogurte e manteiga "queimada" como ingredientes foi crucial para a decisão de prepará-lo, e fiz muito bem ao preterir tantos outros bolos que chamavam a minha atenção! O iogurte trouxe umidade; a manteiga "queimada" unida ao açúcar mascavo, um delicioso sabor acastanhado e uma textura bastante densa, que somada às frutas fez com que um despretensioso bolo de banana nos proporcionasse uma experiência diferente. Não posso me esquecer dos surpreendentes cubinhos de morango; estrelinhas cítricas que explodem na boca e conferem ares de bolo de café da manhã a essa brilhante preciosidade.

Para quem gostar da manteiga "queimada", experimente este da Patrícia; é surreal!



Bolo de iogurte, morango e banana

- 170g manteiga sem sal;

- 2 xícaras de farinha de trigo- usei orgânica;

- ¾ xícara de açúcar mascavo - usei orgânico;
- 1 colher (chá) de fermento químico;

- ½ colher (chá) de sal marinho;

- ¾ colher (chá) de canela em pó;

- 2 ovos orgânicos grandes;

- 1 colher (chá) de extrato de baunilha - usei orgânico;

- ¼ xícara de iogurte - usei este;

- 1 ¼ xícara de bananas maduras amassadas, aproximadamente 3 médias - usei orgânicas;

- ½ xícara de morangos em cubinhos, mais 1 morango para a decoração, cortado em delicadas fatias - usei orgânicos;


1. Pré-aqueça o forno à 180ºC e posicione a sua grade no meio.
2. Unte com manteiga e farinha de trigo uma forma de bolo inglês grande, ou duas de 17,5x7,5x5,5 cm, como eu fiz.
3. Coloque a manteiga em uma panelinha* e leve-a ao fogo médio-alto até que derreta e fique bem dourada. Reserve-a para que esfrie.
4. Em uma tigela grande, peneire e misture a farinha, o açúcar, o fermento, o sal e a canela.
5. Em uma tigela média, misture os ovos, a baunilha e o iogurte; adicione as bananas amassadas, misture, e por fim adicione a manteiga derretida fria. Misture tudo.
6. Adicione aos poucos os ingredientes secos aos úmidos e misture até adquirir uma massa uniforme.
7. Adicione os morangos em cubinhos à massa, mas tente não mexer muito para não perder o volume.
8. Passe a massa para a forma untada e decore com as fatias de morango. Asse o bolo por 50 minutos, aproximadamente, ou até que um palito, ao ser inserido no meio do bolo, saia limpo.
9. Deixe o bolo resfriar por 15 minutos antes de desenformá-lo.

* use uma panelinha de inox ou alumínio, nunca de antiaderente, do contrário não conseguirá visualizar a mudança de coloração da manteiga e pode acabar com ela literalmente queimada!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Bolo de Avelãs com perfume de laranja para o almoço do dia das mães, e para todos aqueles que são jovens, ainda...

[...] quantos anos o senhor tem? Todos!

Como dizia no último post, o preparo do sorvete de gianduia rendeu um punhado de avelãs moídas e algumas claras; era semana do dia das mães e não tive dúvidas de que as usaria, mas como? Lembrei-me de um bolo de amêndoas, da Marcella Hazan, que levava apenas claras; duas claras a mais do que a quantidade excedente, é verdade, o que me obrigou a almoçar duas renegadas gemas, sobre uma fatia de pão integral, não duras, nem cruas, mas perfeitamente trépidas, para que apenas um toque do pão as rompesse... É duro, eu sei, mas o que eu não faço pela minha mãe e pela minha sogra; e por falar em sogra, aproveito para cumprimentá-la por tantas conquistas e boa vontade, e também para lembrá-la de que, como já dizia o grande poeta, só é velho quem perde a pureza ou deixa de aprender...*


Foi um dos bolos mais fáceis de preparar, se não o mais; assou lindamente e desgrudou-se das laterais da forma de uma forma incrível. Ficaria perfeito sobre um lindo prato de bolos, no centro da mesa, acompanhado de chás e boas amigas, mas não foi o que aconteceu; resolvi servi-lo como sobremesa, acompanhado do sorvete de gianduia, e tenho de ser sincera ao confessar que não foi a ideia mais acertada, provavelmente graças a sua textura, que brigava com a do sorvete. Isso não significa que o trabalho foi em vão; todos comeram, adoraram e se divertiram, e o bolo, enorme como era, sobrou e foi sendo dilapidado aos poucos, no decorrer da semana. O tempo - e uma temporada na geladeira - fez com que ele perdesse um pouco de umidade e evoluísse incrivelmente. A vida é muito engraçada; depois de tantos dias acompanhando minhas xícaras de café, o abrir e fechar da porta da geladeira, procurando algo que não mais lá estava, comprovou o quanto seu fim foi lamentado... Da próxima vez farei o bolo quatro dias antes de servi-lo, e terei, então, minha mesa de conto de fadas!


Bolo de Avelãs com perfume de Laranja
adaptado do bolo vêneto de amêndoas, publicado no delicioso Fundamentos da Cozinha Italiana Clássica, de Marcella Razan


- 300g (aproximadamente 2 xícaras) de avelãs - a receita original pedia amêndoas com pele; expliquei aqui como torrar e tirar a pele das avelãs;
- 1 1/3 xícara de açúcar demerara orgânico;
- 8 claras, de ovos orgânicos;
- 1/2 colher (chá) de sal;
- raspas da casca de 1 laranja orgânica - a receita original pedia limão;
- 6 colheres (sopa) de farinha de trigo orgânica e
- manteiga para untar a forma.

1. Pre-aqueça o forno a 180ºC e unte uma forma redonda, de aro removível, com aproximadamente 20 cm de diâmetro.
2. Usando a função "pulsar", processe as avelãs e o açúcar até obter um resultado uniforme; pulei essa etapa porque as minhas já estavam moídas.
3. Bata as claras e o sal até obter o ponto de neve firme, mas não muito dura.
4. Adicione às claras as avelãs moídas e as raspas de laranja, um pouco de cada vez, fazendo esse processo em várias etapas, para não comprometer o volume das claras batidas.
5. Com o auxílio de uma peneira, adicione a farinha, aos poucos, mexendo delicadamente.
6. Coloque a massa do bolo na forma e nivele-a bem. Asse o bolo na grade do meio, por aproximadamente uma hora; para saber o ponto exato, faça o teste do palito - espete-o no centro do bolo; se o palito sair limpo é porque o bolo está assado. O meu assou em 50 minutos.
7. Desenforme o bolo quando ainda morno, mas sirva-o à temperatura ambiente. Marcella ressalta que, se bem acondicionado, o bolo fica ótimo por muito tempo, o que pudemos comprovar in loco


* não sou a única a me lembrar dos churros, do sanduíche de presunto, do refresco de laranja, que parece de limão, mas tem gosto de tamarindo...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Bolo de abóbora e castanhas com cobertura de café e cardamomo, e a história de uma abóbora itinerante


... com ou sem cobertura, de iogurte e lavanda ou de café e cardamomo, o resultado será sempre o de um bolo fofo, complexo, repleto de castanhas e absolutamente irresistível!

 

As abóboras, principalmente a seca, têm recebido elogios, admiração e até sido alvo de piadas; também pudera, com seu tamanho singelo e silhueta fálica, já virou até modelo no colo de alguns amigos que vieram jantar em casa... Confesso que fiquei com um pouquinho preocupada, mas eles foram respeitosos, garanto!

De fato, ora por sua beleza, ora pela ausência de um lugar próprio em que pudesse ficar durante algumas semanas, além de ser tomada como acessório por amigos que ainda não cresceram, ela fez as vezes de enfeite de mesa e, na falta de um peso para fechar o isopor, atuou como coadjuvante no preparo do iogurte. O problema é que os iogurtes ficaram muito bons, e o Ebraim ligou isso à ilustre presença da abóbora; brincava, a cada semana, dizendo que quando ela acabasse o iogurte não seria mais o mesmo. Como demorou algumas semanas para amadurecer, e mesmo depois foi sendo usada aos poucos, sua itinerância nos alegrava e, ao que tudo indica, também aos iogurtes...

Acreditem ou não, mas por mais incrível que pareça, na primeira semana em que a abóbora não se fez presente o iogurte sentiu a sua falta; triste, ficou ralo e insoso... Essa foi a deixa perfeita para o Ebraim se gabar de que já havia me avisado dessa possibilidade; não que ele acredite na santidade da abóbora, mas por intuir que ela fazia o peso ideal para que o isopor ficasse hermético. Minha primeira vontade foi fitá-lo com cara de "não venha me ensinar a fazer iogurte", mas depois de tanta decoração, alegrias e risadas, também eu queria acreditar na sua influência positiva... Um pequeno detalhe que ficou em segredo; naquela semana o leite orgânico não chegou e tive de preparar os iogurtes com leite comum, homogeneizado, mas é claro que a companheira também fez falta! 


Já preparei esse bolo inúmeras vezes, ele é fácil e extremamente saboroso; não precisa de cobertura porque fica incrivelmente brilhante, mas o Oliver indica uma de iogurte e lavanda e eu fiz uma versão com café, cardamomo e açúcar mascavo, que exibe um brilho dourado surpreendente, e deu o que falar. No dia do preparo o sabor do café fica muito presente, tornando-se sutil e delicado com o passar do tempo. Preserva-se muito bem por vários dias, dentro de um recipiente fechado, e poder ser congelado. Enfim, com ou sem cobertura, de iogurte e lavanda ou de café e cardamomo, o resultado será sempre o de um bolo fofo, complexo, repleto de castanhas e absolutamente irresistível!

 
 


BOLO DE ABÓBORA E CASTANHAS COM COBERTURA DE CAFÉ E CARDAMOMO

adaptado do livro Jamie em casa - Cozinhe para ter uma vida melhor, de Jamie Oliver
rendimento 12 muffins*


bolo

- 400g de abóbora menina madura, com a casca, sem as sementes e picada grosseiramente - usei abóbora seca orgânica;
- 350g de açúcar mascavo macio - usei o orgânico extra seco;
- 4 ovos grandes orgânicos;
- uma pitada de sal marinho;
- 300g de farinha de trigo orgânica;
- 2 colheres (chá) "cheias" de fermento;
- um belo punhado de nozes - fica ainda mais saboroso com um mix de castanhas variadas!;
- 1 colher (chá) de canela em pó;
- 175ml de azeite extra virgem - se o seu azeite tiver um sabor muito forte, como o italiano, pode substituir por um óleo mais neutro, ou usar outro de sua preferência;

cobertura gelada [do Oliver]

- raspas da casca de 1 laranja ou tangerina orgânicas;
- raspas da casca de 1 limão siciliano orgânico;
- suco de meio limão siciliano;
- 140ml de creme azedo**;
- 2 colheres (sopa) "cheias" de açúcar de confeiteiro peneirado;
- sementinhas de 1 fava de baunilha orgânica - corte a fava ao meio, longitudinalmente, e raspe as sementes e
- flores de lavanda ou pétalas de rosa - opcional.

cobertura de café e cardamomo [minha]

- 70g de açúcar mascavo orgânico peneirado;
- café - tirei um expresso bem forte; e
- um toque de cardamomo.


1. Preaqueça o forno a 180ºC; forre 12 formas de muffins com papel, ou unte outra forma que desejar.
2. Processe a abóbora em um processador ou liquidificador potente, até que fique macia; adicione os ovos e o açúcar e processe novamente. Adicione uma pitada de sal, a farinha o fermento, as nozes, a canela e o azeite (ou óleo), e processe tudo até que a massa fique homogênea - já fiz das duas formas, mas prefiro adicionar o mix de castanhas, previamente quebradas em um pilão grande, ao final do processo. Pode ser que seja necessário parar o processador para raspar as laterais, mas note que não há necessidade de bater a massa além da conta, assim que ficar misturado, está Ok.
3. Coloque a massa nas forminhas e asse-as de 20 a 25 minutos, ou até que a superfície esteja dourada e brilhante e um palito, ao ser inserido no meio do bolinho, saia limpo. Deixe-os esfriarem sobre uma grelha.
4. Para preparar a cobertura de café, basta colocar o açúcar mascavo peneirado em uma tigela e adicioná-lo aos poucos, até que consiga uma consistência boa para ser espalhada, lembrando-se que a cobertura sempre fica mais firme quando seca. 
5. Passe a cobertura sobre os bolinhos, que já não devem estar tão quentes, e finalize com um toque de cardamomo em pó.
6. Se for fazer a cobertura gelada, prepare-a assim que os bolinhos saírem do forno. Para tanto, basta misturar as raspas - guarde um pouco para a decoração - com o suco, adicionar o creme azedo, o açúcar de confeiteiro, as sementes de baunilha. Prove, e se necessário, ajuste a quantidade de açúcar ou suco de limão a fim de equilibrar o doce e o ácido. Leve-a à geladeira.
7. Quando a cobertura estiver gelada, coloque-a sobre os muffins e decore-os com as raspas restantes; o Oliver dá a dica para decorá-los também com algumas pétalas de lavanda e servi-los sobre uma bonita tábua de madeira; isso é um pouco difícil para quem não tem uma pequena horta, mas sempre faz a diferença... 



* 23 bolinhos (foto), um pouco menores do que muffins tradicionais, feitos em forminhas com capacidade para 1/4 de xícara; OU 70 bolinhos pequenos, em forminhas com capacidade para 2 colheres de sopa.

** O creme azedo pode ser encontrado pronto em alguns empórios, mas para reproduzi-lo em casa basta misturar  colher (sopa) de suco de limão à 1 xícara de creme de leite fresco e deixar a mistura descansar em temperatura ambiente, por 30 minutos. Após, ele ser mantido na geladeira até a hora de usar. A Ana esclarece esta e muitas outras dúvidas aqui!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Bolo de chocolate com whisky


Depois de ler a descrição da Fer sobre esse lindo bolo não pude resistir e preparei-o para a páscoa, "denso, aromático, com uma leve piscada de whiskey"; é, de fato, um bolo irresistível! Equilibrado, denso, úmido, com o sabor bom do cacau e um toque de whisky. Segundo o Ebraim, o melhor que já preparei! ;) 

Apesar de tanta pompa, é um bolo que não dá muito trabalho, não tem segredos e pode ser preparado no dia anterior; fica a dica para quem ainda não sabe o que fazer para a sobremesa no dia das mães.

Depois de salada, quiche, bacalhau do tio Mauro e arroz da tia Má, achei que só o bolo estaria de bom tamanho, mas os mais formigas sentiram falta do sorvete de creme...


Bolo de chocolate com whisky

- 1 xícara de cacau em pó puro, sem açúcar e de qualidade;
- 1 e 1/2 xícara de café preparado - fui tirando expressos longos até conseguir a quantidade necessária;
- 1/2 xícara de whisky - pode ser bourbon;
- 226 g (1 xícara) de manteiga sem sal;
- 2 xícaras de açúcar refinado;
- 2 xícaras de farinha de trigo orgânica;
- 1 1/4 colher (chá) de fermento em pó;
- 1/2 colher (chá) de sal;
- 2 ovos orgânicos grandes e
- sementinhas de baunilha (aproximadamente 1/8 da fava, cortada ao meio com as sementinhas raspadas) - substitua por 1 colher (chá) de um bom extrato de baunilha;

1. Coloque a grade do forno no meio e pré-aqueça a180ºC. 
2. Unte uma forma redonda de fundo removível  (26cm de diâmetro por 5cm de altura)  com manteiga e polvilhe com cacau em pó. Reserve.
3. Em uma panela pequena,  aqueça o café, a manteiga cortada em cubinhos e o cacau, batendo com um batedor de arame até que a manteiga derreta completamente. Remova do fogo, adicione o açúcar e o whisky, bata até ficar homogêneo e deixe esfriar por 5 minutos.
4. Enquanto isso,  na vasilha da batedeira, misture a farinha, o fermento e o sal. 
5. Numa vasilha pequena, bata os ovos com a baunilha. Junte a mistura de ovos à mistura de chocolate. Com a batedeira em velocidade baixa, misture a farinha e vá acrescentando o liquido de chocolate bem devagar, até que tudo se misture; a massa vai ficar bem fina e com bolhas, vá raspando os lados da tigela com uma espátula, para toda farinha se incorporar. 
6. Coloque a massa na forma untada e asse por 50 minutos. 
7. Remova do forno e deixe o bolo esfriar completamente antes de desenformá-lo. Peneire-o com açúcar de confeiteiro, se desejar, mas apenas depois de ter esfriado completamente, preferencialmente antes de ser servido. O sorvete de creme, apesar de desnecessário, não deve ficar mal, e garanto que agradará ainda mais se os seus familiares também forem formiguinhas...

sábado, 2 de abril de 2011

Bolo de coco com nozes


Já era tarde, mas meu lindo maridinho soltou aquele suspiro de quem daria tudo por um bolinho, e lá fui eu procurar algo no lugar mais certo possível. Tive de fazer várias adaptações no lindo bolo de coco com cobertura de açúcar, já que não tinha leite, coco, farinha de trigo com fermento ou manteiga sem sal; também reduzi a receita para um ovo, porque já era tarde e eu não queria mais forminhas para limpar.

Parece maluquice, mas o resultado ficou incrível; uma textura semelhante a da queijadinha, com um toque amanteigado e sabor de coco e nozes... Obrigada, Deusa das gordices! ;)


BOLO DE COCO COM NOZES
adaptado do TK
rendimento: 22 bolinhos*


- 62,5g de manteiga salgada amolecida;
- 75g açúcar;
- 1/4 colher (chá) de extrato de baunilha orgânico;
- 1/4 de colher chá de fermento químico;
- 1 ovo orgânico;
- 75g de farinha de trigo orgânica, peneirada;
- 20g de farinha de coco orgânica;
- 63ml de leite de coco;
- um punhadinho de nozes e
- floquinhos de coco para decorar.

1. Pré-aqueça o forno a 180ºC e separe as forminhas que serão usadas se não forem de silicone, como as que usei, unte-as bem! Usei forminhas com capacidade para 2 colheres de sopa.

2. Coloque a manteiga, o açúcar e a baunilha na tigela grande da batedeira e bata até conseguir um creme leve e clarinho. Junte os ovos aos poucos e bata bem. Adicione a farinha de trigo, a de o coco, o fermento e o leite de coco, e bata até a massa ficar homogênea.

3. Salpique as nozes quebradas e preencha as forminhas. Leve-as ao forno por aproximadamente 30 minutos, ou até que estejam dourados e assados; para ter certeza, faça o teste do palito - se sair sujo é porque ainda não está pronto.

4. A Patrícia recomenda que se deixe o bolo esfriar por 10 minutos antes de desenformá-lo, mas não mais do que isso, do contrário você pode ter problemas para retirá-lo. 

5. Salpiquei com floquinhos de coco que sobram no pano quando você faz leite de coco caseiro.

* a Patrícia fez o dobro da receita e usou uma forma de buraco no meio de 19cm de diâmetro (capacidade para 6 xícaras).

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Bolo de limão


Atendendo a pedidos dos meus amigos do Sementes, posto uma receita antiga, que já fiz três vezes, e nunca tive problemas. Esse bolo da Patrícia fica com uma  textura um pouco mais densa, por conta da manteiga, mas  é delicado e leve,  com um aroma incrível de limão. Como é simples e de poucos ingredientes, a qualidade de cada um influencia; portanto, boa farinha, bons limões, bom açúcar e boa manteiga. Margarinas e manteigas mais ou menos, nem pensar!


Bolo amanteigado de limão 
do TK

- 220g de manteiga sem sal, derretida e fria;
- 330g de açúcar refinado;
- 2 ovos orgânicos;
- 250g de iogurte espesso*;
- ¼ xícara (60ml) de suco de limão;
- 1 ½ colheres (sopa) de raspas de casca de limão;
- 2 xícaras (280g) de farinha de trigo e
- 2 colheres (chá) de fermento em pó;

Cobertura:
- 1 ½ xícaras de açúcar de confeiteiro peneirado;
- 1 ½ colheres (sopa) de suco de limão;
- 1 ½ colheres (sopa) de água e
- raspinhas de casca de limão, para decorar.

1. Pré-aqueça o forno a 160ºC; unte uma forma de bolo inglês de 10x20cm ** e forre o fundo com papel manteiga.
2. Coloque a manteiga e açúcar numa batedeira e bata para misturar. Acrescente os ovos, um a um e bata. Junte o iogurte, o suco e as raspas de limão e bata para incorporar. Peneire a farinha e o fermento sobre a massa e misture bem.
3. Despeje a massa na forma preparada e leve ao forno por 1hora e 15 minutos, aproximadamente – faça o teste do palito.
4. Retire do forno e deixe esfriar na forma.
5. Prepare a cobertura: misture bem todos os ingredientes numa tigela; acrescente algumas gotinhas de água, se necessário.
6. Desenforme o bolo numa travessa ou prato de servir, cubra com a cobertura e salpique as raspinhas de limão para decorar.

* Para torná-lo espesso, a Patrícia indica sorar o iogurte durante na véspera, deixando-o em um filtro de café, dentro da geladeira. Quando uso o iogurte orgânico caseiro, que fica bem denso, pulo essa etapa sem problemas. 

** A Patrícia usou uma forma de 10,5x27cm e a massa quase transbordou; a minha é um pouco maior e rendeu o bolo principal e dois pequeninos.  

***

A foto abaixo foi da primeira leva que fiz essa receita, há muito tempo atrás...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

EMENTA. Morte. Tristesa. Constatação. Superação. Carinho. Bolo de Maracujá

Sinto que fiquei mais velha; aquela marquinha de expressão que chamava a minha atenção desde meados do ano passado realmente veio para ficar...


Já tenho alguma experiência para saber que esse processo é muito difícil e doloroso, com suas  inúmeras fases, culpas, altos e baixos; mas com um fim certo, o crescimento pessoal, o amadurecimento como ser humano, a velha constatação de que você não é nada, e é muito, e tudo, ao mesmo tempo, e que a dor vai dar lugar às lembranças boas. Incrível constatar que a morte de uma pessoa mexe com a vida de muitas outras, não apenas com as que eram próximas e sentirão a imensa dor da falta, das risadas, do caminhar animado e sempre positivo, da camisa azul mal abotoada, dos sapatos sempre impecáveis, do amor incondicional ao seu filho, da vontade de ter um neto, da força de vontade e do exemplo de um vencedor nato, que conseguiu muitas das inúmeras coisas que almejou.

No dia 19 de janeiro o meu sogro faleceu.

Nos últimos dias, um pouco mais centrados e conformados, começamos a praticar um exercício que muito nos tem ajudado; não nos policiamos ao sentir vontade de chorar, mas tentamos fazê-lo apenas pelo fato ocorrido e pela nossa perda. Temos de nos policiar a todo momento para não nos desesperarmos por ele não ter nos visto no pretenso auge de nossas vidas, em uma linda casa com quintal e horta, de não ter pegado no colo o neto que tanto queria, de não poder viver os anos a mais, que supomos, na nossa ingênua prepotência, ele ainda teria pela frente...



Por mais improvável que pareça, tenho cozinhado freneticamente, preparado os pratos prediletos do Ebraim, em uma atitude que mescla a insanidade da fuga dos pensamentos que tomam a mente com a vontade de animá-lo, de alguma forma... Eis que, em um final de tarde, encontro-me com quatro pequeninos maracujás remanescentes da cesta que recebi dos meninos do Sementes, na segunda semana de janeiro, e para a minha surpresa, mesmo após  três semanas turbulentas, eles me esperavam pacientemente, absolutamente maduros e deliciosos, recheados com uma poupa densa e forte, como apenas uma fruta orgânica pode ser.

Nunca tinha feito bolo de maracujá e me espantei com o sabor, o aroma e a umidade deste, principalmente nos dias que se passaram.

O bolinho fofo, a xícara de café, a animação do meu avô, o canto dos sabiás e o barulhinho dos macacos pulando entre as árvores e todas as demais belezas naturais do sítio nos relembram as coisas boas da vida. A banda passa. A vida passa. A dor vai passar...



Bolo de Maracujá
daqui
Apesar de simples, a receita postada pela Fer deu algum trabalho a ela, por não conter tempo de forno e tamanho da forma, mas, como ela mesma já havia ressaltado, o sabor compensa qualquer transtorno eventual. Felizmente, seja pela experiência prévia -ainda que alheia-, ou por eventual sorte de principiante, o meu bolo ficou perfeito, tanto no visual como no sabor!


- 2 xícaras de farinha de trigo orgânica;
- 2 xícaras de açúcar cristal orgânico;
- 5 ovos orgânicos - usei médios - gema e clara separadas;
- 1 xícara de polpa de maracujá orgânico - usei 4 pequenos;
- 100 gramas de manteiga em temperatura ambiente;
- 1 colher (chá) de extrato de baunilha orgânica e
- 1 colher de sopa de fermento em pó.

1. Preaqueça o forno à temperatura baixa e unte com manteiga e farinha de trigo uma assadeira de 30x20cm cm.
2. Bata a polpa do maracujá no liquidificador* e reserve-a.
3. Bata as claras em neve e reserve-as.
4. Bata as gemas, açúcar e a manteiga até que tudo fique uniforme; junte o maracujá batido, bata até misturar, junte farinha, aos poucos, e bata até ficar uniforme. Desligue a batedeira e misture o fermento; vá adicionando as claras aos poucos, em três ou quatro etapas.
5. Deite a massa na assadeira untada e leve-a ao forno até que o palito, quando espetado no meio  do bolo, saia limpo**.

* Como o Ebraim não gosta de pedacinhos das sementes em receita alguma, apenas passei a polpa em uma peneira e reservei algumas sementinhas para jogar sobre o bolo, antes de assar. Além de lindas deram um toque muito especial!
** No forno do sítio, que é enorme, ele demorou aproximadamente uma hora para ficar pronto, mas creio que normalmente demoraria bem menos. De qualquer forma, isso não prejudicou o bolo de forma alguma.

sábado, 13 de novembro de 2010

Brownies com nozes e um toque de rum

 
 

Enquanto termino de transcrever os dois últimos dias da palestra sobre orgânicos, deixo com vocês a dica desse brownie para o final de semana prolongado; é verdade que é bem difícil algo com chocolate de qualidade (e orgânico!), rum e nozes ficar ruim, mas quando ele  ainda é  ridículo de ser preparado, como é o caso deste, o problema é se controlar para não prepará-lo todos os dias...


Brownies com nozes e um toque de rum
adaptado do La Cucinetta
rendimento: 16 quadradinhos de 5cm*

- ¾ xícara de farinha de trigo;
- ¼ colher (chá) de sal;
- 115g de manteiga sem sal;
- 230g chocolate amargo (usei 72%);
- 1 colher (chá) de rum;
- um punhado de nozes ligeiramente torradas e quebradas à mão;
- 2 ovos orgânicos grandes e
- 1 xícara de açúcar.

1. Pré-aqueça o forno a 180ºC.
2. Forre uma forma quadrada de 20cm com papel alumínio e unte o papel com manteiga; no meu caso, forrei uma latinha de alumínio, de 15cm de diâmetro por 6 de altura.
3. Peneire tigela a farinha e o sal e reserve.
4. Derreta a manteiga e os chocolates picados em banho-maria, mexendo de vez em quando para que fique homogêneo. Deixe amornar um pouco, adicione o rum e reserve.
5. Numa batedeira, bata os ovos e o açúcar até que fiquem claros e fofos. Em velocidade baixa, ou usando um fouet, incorpore o chocolate derretido, gentilmente. Incorpore a farinha, com a ajuda de uma espátula, tentando não perder o volume. Espalhe as nozes quebradas e misture delicadamente, até que se espalhem na massa.
6. Espalhe a mistura na forma com a ajuda da espátula e leve ao forno por 25-30 minutos, girando a forma de trás para frente na metade do tempo. O brownie deve estar ligeiramente firme ao toque e com uma casca por cima. Um palito NÃO sairá limpo se inserido nele. Se ele não estiver úmido ao sair do forno não ficará com a textura correta.
7. Retire do forno e deixe esfriar completamente ainda na forma, sobre uma grade. Quando frio, desenforme e corte em 16 pedaços.


* fiz meia receita, adicionei um punhado de nozes ligeiramente picadas, meia colher de sopa de rum, e consegui o brownie redondo (15cm de diâmetro e 6 de altura), que foi para presente, e o pequenino (4 colheres de sopa), para teste...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Morangos assados


Nesse ano não fiz nenhum doce em especial com morangos; além de comê-los frescos e assados, fiz essa geléia maravilhosa. Fiquei imediatamnte fã dessa geléia porque tem um gosto espetacular e é terrivelmente perigosa perto de qualquer coisa feita com chocolate, apesar de já tê-la servido com arroz doce e até mesmo com queijo! A versão assada, por sua vez, harmoniza de forma única com iogurte ou sorvete, justamente por ter uma tentadora calda... A queridíssima Patricia fez uma versão dessa receita com água de rosas, e muitas outras mais com essa frutinha tão versátil.


Não sei se alguém está achando estranho o fato de estarmos comendo morangos em novembro, mas descobri o porquê há algumas semanas, quando estava no supermercado e bati um papo com uma moça muito simpática que trabalha em uma fazenda produtora de morangos orgânicos; depois de ficar sabendo do trabalho enorme que essas belezinhas dão para serem cultivadas dessa forma, fui surpreendida com a informação de que teríamos morangos até novembro, e isso tem se mostrado verdadeiro, pois acabei de comprar outra leva dos mesmos; corram e aproveitem!
  



Morangos assados

- morangos e
- açúcar.

1. Pré-aqueça o forno à temperatura alta.
2. Disponha os morangos em um refratário com as bordas altas, polvilhe-os com açúcar e leve o refratário ao forno por aproximadamente 15 minutos, ou até que estejam macios e o açúcar tenha se misturado com os morangos formando uma deliciosa calda.

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